
18/10/2009
Quem é deus em um mundo inventado?

17/10/2009
Salve Geral ou por que o Brasil não vai entrar no oscar

05/10/2009
O veludo azul se abre para o público e então vemos uma figura dourada. A banda está em segundo plano, mas terá um papel importante no desenrolar da performance.
Posando sobre um sofá, Ney de Souza Pereira, fantasiado com roupas douradas, máscara e muitos adornos, iniciou o show “Inclassificáveis”. “O tempo não pára” foi apresentada as milhares de pessoas que prestigiam o local.
No palco, o artista se transforma em uma criatura sem sexo, sem idade, que age apenas em favor de sua arte. Dizer que aquilo que os campo-grandenses presenciaram foi um show é diminuir o tamanho do evento.
Ney interpreta as canções como se fosse um personagem que encarna cada verso. Ele dança, gesticula, troca de roupas, veste colares, fica nu e provoca o público. Encenação mistura-se com verdade. É inclassificável.
O repertório foi extenso e trouxe composições de Cazuza, Pedro Luís, Caetano Veloso, além da inusitada “Veja bem, meu bem” de Marcelo Camelo, que na voz de Ney Matogrosso ganha força incrível. Contestador, o artista brinca com convenções e desconstrói visões engessadas.
Com seu figurino andrógeno, Ney imita o ato sexual e passa despercebido pela platéia. Mais tarde geme como se chegasse ao ápice do coito. Cada vez que tira ou coloca um colar ou até mesmo a pequena sunga, seus gestos são libidinosos e seu rosto se enche de prazer. Aos 68 anos, ele explora seu corpo sem medo.
Mas a sexualidade não é a única forma de provocar a platéia. A interpretação de “Cavaleiro de Aruanda”, com referências a umbanda, é capaz de arrepiar. Essa é a primeira canção apresentada após o artista tirar sua roupa e aparecer diante do público vestindo apenas um macacão transparente, uma pequena sunga dourada, além dos colares e adornos.
Após algumas músicas, Ney canta “Ode aos ratos” e com ela brinca de deus. Ao final da música, uma cruz feita de luz surge no fundo do palco, crucificando o cantor em meio ao êxtase. Ela abre espaço para a música que dá título ao espetáculo, “Inclassificáveis”.
Unido pela primeira vez Ney e Emilio Carrera, integrante do “Secos e Molhados”, grupo em que iniciou sua carreira, a banda é um elemento importante do show. Quase todos os integrantes fazem dueto com o artista. “Inclassificáveis” foi a primeira parceria entre Ney e uma banda de rock.
O Governo do Estado acertou ao trazer alguém do peso de Ney Matogrosso para cantar no aniversário do projeto Canta MS. Quem esteve no parque durante esse domingo, teve uma experiência inesquecível presenciando um dos mais originais artistas brasileiros.
02/09/2009
Arraste-me para o inferno

‘Arraste-me para o inferno’ (Drag me to hell, 2009) é o novo filme de Sam Raimi. Você provavelmente o conhece por seu trabalho na direção da trilogia Homem-Aranha. Mas ele já se aventurou pelas terras obscuras do medo, sangue e risos nervosos com os três filmes de ‘A morte do Demônio’ (Evil Dead, 1981). Sua volta ao cinema de horror é uma grata surpresa.
Escrito em uma parceria de irmãos, o próprio Sam Raimi e o caçula Ivan Raimi, o roteiro conta a história da jovem analista de crédito Christine Brown que, na tentativa de ser bem vista pelo chefe e conseguir uma promoção no banco, não estende a hipoteca de uma velha cigana. Enraivecida, a mulher lança uma maldição sobre a moça. Já conhecemos os efeitos da maldição, graças ao breve prólogo do filme. Coisas estranhas passam a acontecer com Christine e sua vida se torna uma bagunça.
Não é um clássico do gênero, mas um filme divertido que consegue entreter e assustar durante seus 99 minutos de duração. Utilizando situações escatológicas, como a luta no carro entre Christine e a cigana, auxiliadas por efeitos visuais nojentos, o longa não se leva a sério. Raimi sabe que tanto o riso, quanto o horror são necessários para a diversão.
Se fosse um projeto “sério”, o diretor poderia explorar alguns pontos como a briga entre ciência e paranormalidade ou a loucura diante do absurdo em que Christine está metida. Entretanto, esse não é o objetivo. Sente-se na poltrona, assista ao filme, lembre de alguns clássicos de terror B e fique feliz por assistir um filme rápido com aquela boa história envolvendo ciganos, espíritos do mal, palavras em outros idiomas, gente esquisita e uma garota bonita.
17/08/2009
arte.
01/07/2009
30/06/2009
Mais uma pro além
Mentiras por milhões de dólares


