25/06/2009

society, you're a crazy breed

Um grande filme. Simples assim. A atuação de Emile Hirsh, a fotografia magnífica, a direção do sempre genial Sean Penn e a trilha criado por Eddie Vedder poderiam explicar o que fazem esse filme ser tão grande, mas não conseguiriam completamente. Existe algo além de tudo isso, algo que só fica claro quando nos sentamos e assistimos a duas horas e meia sobre um jovem que resolver descobrir o que realmente importa na vida. Lendo Jack London e vivendo como um personagem do autor, Alexander Supertramp (pseudônimo adotado durante a viagem) parte em busca de uma grande aventura no Alasca. Tenho um fraco por road-movies, principalmente quando me lembram as aventuras beatnicks dos livros do Kerouac, cheias de personagens marcantes com histórias únicas. Se eu fosse Alexander não conseguiria seguir viagem. Se ficasse morando com o casal que mora no trailer, certamente me renderia ao velhinho simpático que surge no último ato do filme. Na verdade, mesmo já tendo visto o filme uma vez, continuo torcendo para que Alex se renda e desista da viagem ao Alasca e a morte eminente. Outra coisa que não pode ser explicada é meu fraco pela música do Pearl Jam e Eddie Vedder é a encarnação da banda. Cresci ouvindo e é impossível negar a nostalgia sentida ao ouvir música como Hard Sun ou No Ceiling. Por último, acho que gosto tanto desse filme pelo fato de que Christopher McCandless faz exatamente aquilo que eu gostaria de fazer, largar tudo e ser como Rimbaud. Poder afirmar ao final que Je est un autre.

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