Saramago morreu. Independente de se gostar ou não do velhinho, não há como se negar que ele foi um intelectual. Infelizmente, um dos últimos. Pelo menos, daquele tipo raro hoje em dia, que consegue unir fama e intelectualidade. Embora tenha dito alguns absurdos, como apoiar regimes totalitários, José de Souza Saramago sempre teve algo a falar sobre o mundo contemporâneo. Ateu até o fim, mas não daquela turminha do Dawkins que acha que ser ateu é uma forma de bem-estar no mundo, Saramago era o ateu típico dos anos 60, sem fé na humanidade, por isso, sem fé no que está acima dela. Li pouco, confesso, por preguiça e falta de vontade. “Ensaio sobre a cegueira”, uns quatro ou cincos anos antes de saber que haveria um filme, e “Intermitências da morte”, dois bons livros que não devem chegar perto daquilo que produziu de melhor. Quando puder, mergulharei com afinco em sua obra. Vou sentir saudades de seus pitacos sobre o que acontece no mundo, sua visão de esquerda e materialista, como um dos últimos bons marxistas.
Agora, vamos aos fatos. A morte do escritor português causou grande estardalhaço na imprensa brasileira. De fato, Saramago ganhou grande fama no Brasil, talvez até mais que na Europa, em países como Espanha e Portugal. Não é atoa que "Intermitências da morte" foi lançado aqui no Brasil pelo próprio autor, antes de colocá-lo a venda em seu país de origem. Infelizmente, uma hora nos daremos conta que Saramago não era brasileiro e talvez não fosse quem foi se aqui tivesse nascido.
Agora, vamos aos fatos. A morte do escritor português causou grande estardalhaço na imprensa brasileira. De fato, Saramago ganhou grande fama no Brasil, talvez até mais que na Europa, em países como Espanha e Portugal. Não é atoa que "Intermitências da morte" foi lançado aqui no Brasil pelo próprio autor, antes de colocá-lo a venda em seu país de origem. Infelizmente, uma hora nos daremos conta que Saramago não era brasileiro e talvez não fosse quem foi se aqui tivesse nascido.
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