<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061</id><updated>2011-11-27T21:00:20.203-03:00</updated><category term='loucura'/><category term='joy division'/><category term='manchester'/><category term='control'/><category term='Dança'/><category term='moby dick'/><category term='Wassily Kandinsky'/><category term='Radiohead'/><category term='rock'/><category term='São Paulo'/><category term='dave gibbons'/><category term='ryan bingham'/><category term='nazimo'/><category term='Gonzo journalism'/><category term='indie'/><category term='quadrinhos'/><category term='música'/><category term='alan moore'/><category term='camera obscura'/><category term='Abstracionismo'/><category term='belle and sebastian'/><category term='Eu'/><category term='Rússia'/><category term='ahab'/><category term='fotografia'/><category term='alan pauls'/><category term='stephen daldry'/><category term='western'/><category term='watchmen'/><category term='o leitor'/><category term='Cultura'/><category term='Arte Moderna'/><category term='vaidade'/><category term='literatura'/><category term='cinema'/><category term='Moptop'/><category term='frança'/><category term='Teatro'/><category term='Inferno'/><category term='estupidez'/><category term='Campo Grande'/><category term='buenos aires'/><category term='literatura argentina'/><category term='folk'/><category term='Rua Augusta'/><category term='chansons'/><title type='text'>kandinsky ao contrário</title><subtitle type='html'>Um blog sobre tudo e, provavelmente, nada que realmente importe.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>52</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-1316096924311377116</id><published>2011-06-07T16:02:00.000-04:00</published><updated>2011-06-07T16:03:17.348-04:00</updated><title type='text'>Ruído 03 de junho</title><content type='html'>Imagem e semelhança&lt;br /&gt;A mercadoria nasce para se tornar imagem. Este seria o estágio final do fetichismo contemporâneo. Na “Sociedade do espetáculo”, definida pelo filósofo situacionista francês Guy Debord, a imagem é a forma última de ideologia. A relação entre experiência e vida deixa de ser efetiva, pois tudo passa a ser mediado por representações. No livro publicado em 1967, o escritor define: “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens”. A experiência de vida não é direta, mas mediada por representações. Desde Platão o problema da representação vem sendo discutido de inúmeras maneiras. Mas aliado ao consumo, a produção de imagens na sociedade ganha um novo espaço. Um espaço de risco. Os novos ídolos não são de ouro e pedras nobres, mas de ondas eletromagnéticas e luz. Debord afirma que nessa nova sociedade a discussão não é entre ser e ter, mas entre ter e parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem e semelhança II&lt;br /&gt;Quero falar sobre dois fenômenos da cultura atual. Um internacional. Outro nacional. Ambos tem em comum a existência por meio da imagem. Puro espetáculo, nova forma de consumo. Ontem assisti uma entrevista com a cantora pop Lady Gaga. Ela está lançando o novo álbum “Born this way”. O que menos importa são seus talentos musicais. Lady Gaga é uma imagem para ser comercializada, consumida e esquecida daqui alguns anos. “Onde o mundo real se converte em simples imagens, estas simples imagens tornam-se seres reais e motivações eficientes típicas de um comportamento hipnótico”, escreve Debord. Preste atenção no que ela é. Uma mulher de comportamento esquizofrênico que proclama ser a rainha dos excluídos. Embora seja apenas uma imagem, os limites entre real e representação se confundem entre Lady Gaga e Stefani. Felizmente, a imagem criada pela cantora ainda conserva um papel subversivo ao chamar a atenção àqueles que são deixado de fora da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem e semelhança III&lt;br /&gt;“O espetáculo é a reconstrução material da ilusão religiosa”, lembrará Debord. Ou seja, as imagens são matéria de culto. Se você não cria imagens, você não pode se tornar deus. Ao meu ver, a música pop brasileira levou isso ao pé da letra. Mas gostaria de chamar a atenção para um nicho em particular. A nova onda de música sertaneja. Luan Santana, Paula Fernandes, Munhoz e Mariano, Maria Cecília e Rodolfo, entre outros tantos nomes. Mal gravaram os primeiros álbuns, quando não os gravaram ao vivo, e já partiram para a produção do DVD. Por quê? Eles entenderam, mesmo sem ler Debord, que o espetáculo é o destino do consumo contemporâneo. Ao contrário de Lady Gaga, a imagem que criam não é contestadora. Cabelos alinhados, roupas limpas, efeitos especiais inofensivos e uma mensagem positiva. O espetáculo sertanejo é consumo e é careta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem e semelhança IV&lt;br /&gt;Diante da desenfreada produção de imagens, as artes visuais podem reproduzir espetáculos ou contestá-los. Prefiro aqueles que contestam. Um nome me chama a atenção: Robert Wilson. Diretor teatral e videoartista, ele trouxe para o Brasil a série “Videoportraits”. Unindo vídeo, fotografia, literatura e som, Bob criou imagens de figuras que habitam o panteão dos espetáculos. Brad Pitt, Johnny Depp, Princesa Caroline de Mônaco, Steve Buscemi, entre outros. Contudo, por meio da irônia, o artista descontrói os mitos que rodeiam os famosos nomes. Infelizmente, a mostra passou longe de Campo Grande, mas no Youtube é possível encontrar alguns retratos. “La solitude est une condition nécessaire de la liberté” surge sobre o rosto do escritor chinês Gao Xingjian, em um dos mais interessantes vídeo-retratos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-1316096924311377116?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/1316096924311377116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2011/06/ruido-03-de-junho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1316096924311377116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1316096924311377116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2011/06/ruido-03-de-junho.html' title='Ruído 03 de junho'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-7544918132513326438</id><published>2010-12-29T13:40:00.002-03:00</published><updated>2010-12-29T13:41:04.227-03:00</updated><title type='text'>you're my playground love</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21px; "&gt;Cinco jovens que vemos, mas não conhecemos. Ela vão morrer como o nome do filme já entrega logo de início. Não saberemos o motivo, mas junto com o narrador que as conheceu 25 anos antes, juntamos cada peça. Detalhes, sorrisos, comportamentos, olhares, ações, tudo surge como pista para que o espectador entenda o motivo do desfecho trágico de “As virgens suicídas”, primeiro filme de Sofia Coppola, lançado em 1999. A lógica por trás do filme é a do voyeur. Tanto nós, quanto os garotos que moram na rua das cinco meninas Lisbon, vemos o cotidiano das garotas de forma distanciada, sem nunca participar do jogo, mas sempre tentando compreendê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 150%; color: rgb(51, 51, 51); background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cenário é uma área suburbana, povoada por figuras de classe média, em um cidade qualquer dos Estados Unidos, em meados de 1975. O mundo criado por Coppola é inabalável. Nada entra, nada saí. Não existem ecos de um mundo exterior. Assim como as meninas acabam confinadas na casa dos pais, estamos confinados às paisagens cheias de casas iguais, grama aparada e árvores doentes. Quando Cecília, a primeira e mais jovem, tenta se matar, percebemos logo que estamos diante de uma figura complexa. Talvez, a mais complexa de todas as meninas, mesmo que ela não permaneca na história por mais de 20 minutos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o suicídio é uma das respostas quando se confronta o absurdo da existência, assim como Camus acredita, Cecília constata este absurdo cedo. Ela não se mata por amor ou por medo, ela acaba com a própria vida por desgosto. Como afirma ao médico que a atende, “ele nunca foi uma menina de 13 anos”. A medida que o filme avança, o desinteresse da adolescente pelo que a cerca cresce. Até que ela vislumbra quão patéticas são as pessoas que lhe são próximas. Minutos depois, ruídos de uma grade de ferro e a cena da jovem nos braços de seu pai, um professor de matemática meio lunático.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, as outras personagens – nem mesmo a protagonista Lux Lisbon (interpretada por Kirsten Dunst) – tem a profundidade de Cecília. Mas, a seu modo, também são fascinantes. Após o universo da família Lisbon ser desequilibrado pelo acontecimento, a paz é retomada. A chegada de Trip Fontaine, o jovem rebelde, coloca o mundo em xeque outra vez, forçando mudanças que acabam preparando o anti-clímax final. Ao serem trancafiadas em casa pelos pais, a única ligação com o mundo são os garotos que as observam. Esta é a única vez em que somos convidades a participar do cotidiano das cinco meninas. Em tardes vazias, os garotos e elas ouvem músicas pelo telefone e tentam estabelecer uma comunicação sem palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário do livro, as meninas se matam de uma vez na noite em que decidem fugir com os garotos voyeurs. A amálgama de erotismo e inocência que é Lux é a última das meninas que vemos em cena. Também é a última que vemos morta. Contudo, o universo suburbano no qual o filme acontece, que não aceita muito bem as mudanças, consegue expelir as lembranças e fazer com que tudo retome seu curso. As festas e as brincadeiras juvenis continuam. Mas a casa da família Lisbon segue vazia, quase esquecida, se não fosse pelos jovens garotos que mesmo 25 anos depois, não a esqueceram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto se espera pelo último filme da diretora, "Somewhere", que estreou no Brasil durante a 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, vale a pena rever esta pequena obra-prima criada por Coppola. Fazendo jus ao nome da família, a diretora consegue unir elementos que vão de uma ótima trilha sonora composta pelo duo francês Air à fotografia de Edward Lachman, além de ótima direção de arte, resgatando a atmosfera retrô que o filme pede. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-7544918132513326438?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/7544918132513326438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/12/youre-my-playground-love.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/7544918132513326438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/7544918132513326438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/12/youre-my-playground-love.html' title='you&apos;re my playground love'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-6464880541734433551</id><published>2010-10-29T12:30:00.002-03:00</published><updated>2010-10-29T12:31:20.678-03:00</updated><title type='text'>Ruído - 28 de outubro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desenhos e balões&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No começo deste mês, decidi voltar a ler histórias em quadrinhos. As edições nacionais de Vertigo, segmento mais dark da DC Comics, me fez voltar para este mundo de nerdices. Durante a adolescência li muita coisa, mas como no Brasil, pelo menos até a Conrad, a Panini e o caso a parte que sempre foi a Devir, ninguém nunca teve muito respeito por HQ’s, acabei abandonando o hábito. Prova máxima do descaso eram as edições, publicadas pela Abril, em “formatinho”. Eram revistas em 13x21 cm, que espremiam os desenhos feitos originalmente 17x26 cm, tudo pela economia. Parece que essa diferença de cinco centrímetros não é nada, mas eles fazem toda a diferença. Basta comparar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que entramos em um novo momento, no qual as graphic novels foram descobertas por grandes editoras como a Companhia das Letras e as edições mensais de HQ’s como X-men, Batman ou Liga da Justiça recebem o tratamento adequado. Talvez, um dos grandes responsáveis pela retomada da arte sequencial tenha sido o mangá, tradicional história em quadrinhos japonesa, que se tornou febre entre os jovens adolescentes brasileiros com narrativas recheadas de espadas, demônios e violência. Nunca me convenceu, mas aqueceu o mercado e trouxe os quadrinhos de volta para o jogo dos produtos culturais. A seguir, algumas das melhores histórias que já li.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“10 pãezinhos: Crítica” – Fábio Moon e Gabriel Bá&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles se tornaram os queridinhos do público mundial, produziram histórias para editoras americanas, italianas e espanholas, mas o começo foi difícil, com vendas em bares e festas de um zine caseiro chamado “10 pãezinhos”. Já conhecia um pouco do trabalho desses dois irmãos paulistas, mas quando reuniram 10 histórias neste livro editado pela Devir, pude mergulhar nas narrativas que tratam de inseguranças, alegrias, amores e tristezas. O recorte é sempre pessoal e intimista. São pequenos contos que retratam as histórias vividas ou sonhadas pelos dois artistas plásticos, sempre ao redor de temas singelos. Vale a pena conferir! Principalmente se você acredita que quadrinhos são apenas sobre super-heróis que usam cuecas por cima do uniforme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sandman: Estação das brumas” – Neil Gaiman&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história de Morpheus, o senhor dos sonhos, mistura mitologia cristã, hindu, zoroatra, entre outras, com rock n’ roll, cultura pop, lendas urbanas americanas, dilemas existenciais, e tudo o mais que aparecer pela frente. É, provavelmente, um dos maiores marcos na epopéia das HQs. Publicada pela já citada Vertigo, as histórias vão além de tudo que se imagina e promovem desde encontros shakeaspereanos a batalhas entre anjos e demônios. Em “Estação das brumas”, Lúcifer  decide que o inferno lhe cansou e o abandona, entregando a chave nas mãos do senhor dos sonhos. Tudo começa após uma reunião entre irmãos, na qual Sandman se vê obrigado a retornar ao inferno e pedir a libertação de uma antiga paixão. Outro ponto positivo da série são as capas, feitas pelo artista plástico Dave Mckean.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O espinafre de Yukiko” – Frédéric Boilet&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Franceses gostam de inventar moda. Não é diferente com Boilet, mangaká (ou desenhista de quadrinhos japoneses). Em vez de samurais e espadachins assassinos, ele decidiu ilustrar as páginas de suas histórias com seu cotidiano, seus amores e sexo. Ele próprio é o personagem central, que se apaixona por uma jovem japonesa chamada Yukiko. Deu o nome de “nouvelle mangá”, em referência ao movimento cinematográfico francês que preferia obras pessoais e intimistas. O resultado é uma narrativa leve, erótica e cheia de bons momentos. Os planos escolhidos pelo desenhista lembram os cinematográficos, com um desenvolvimento suave. A primeira vista é uma história em que nada acontece, mas são as nuances que dão beleza a essa pequena obra-prima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Como eu me defendo desse sentimento de inadequação/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que me destrói por dentro, pro qual eu não vejo explicação?/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bandeira a meio mastro, um afago áspero, a voz do cantor/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu criei um certo faro para esse tipo de enganador” (Jair Naves)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-6464880541734433551?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/6464880541734433551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/10/ruido-28-de-outubro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/6464880541734433551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/6464880541734433551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/10/ruido-28-de-outubro.html' title='Ruído - 28 de outubro'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-8426186054005673330</id><published>2010-10-14T17:27:00.003-04:00</published><updated>2010-10-14T17:38:57.767-04:00</updated><title type='text'>Ruído - 15 de outubro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que prefiro elas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho um fraco por cantoras. A voz feminina costuma me atrair com uma força bastante diferente que os vocais feitos por homens, não importando estilo musical, gênero ou qualquer coisa que o valha. Vocais femininos têm leveza, mesmo quando são os de Courtney Love esbravejando a todo pulmão, ou de Tracyanne Campbell, do Câmera Obscura, sussurrando suas doces canções sobre amores e corações partidos. Gosto tanto de ouvir meninas cantando que é difícil escolher alguns nomes para apresentar aos leitores desta singela coluna semanal. Mas vamos lá!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“What kind of animal are we?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca imaginei que fosse me tornar fã de uma havaiana. Quando conheci o pop do duo californiano Devics, logo reparei na voz agridoce da vocalista Sara Lov. A banda lançou cinco álbuns, destacando-se o último lançamento, “Push the heart”, de 2006. Depois disso, a banda sumiu e somente esse ano encontrei a voz de Sara mais uma vez, em seu primeiro trabalho solo lançado ano passado, “Seasoned eyes were beaming”. Tente não se emocionar enquanto a voz suave e ácida canta os versos de “Animals”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Car personne ne m’aime”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheci a francesa Françoise Hardy por conta do filme “Os sonhadores”, de Bernardo Bertolucci, de 2004. Um pouco atrasado, não nego. A cantora fez sucesso nos anos 60, com inúmeras canções tornando-se hits instantâneos. Ao passar por sua qualificação acadêmica, o baccalauréat, seu pai lhe deu uma guitarra. Logo, Françoise passou a compor e, após ver um anúncio em jornal procurando jovens cantoras, ela assinou com o selo Vogue. Um ano depois lançaria a canção que a tornou conhecida internacionalmente, e foi escolhida por Bertolucci, “Tous les garçons e les filles”. A canção capta toda a melancolia dos jovens em busca de seu primeiro amor. É um verdadeiro hino!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Acho que eu mesma esqueci o tom”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A voz delicada combina com as canções confessionais cheias de referências às tristezas da vida compostas pela própria Tiê. Um dos novos nomes da música nacional, a cantora paulista mescla em seu som elementos como a chanson française e o folk norte-americano, sem medo de fazer música cosmopolita para ser consumida em qualquer lugar do mundo. “Sweet jardim”, seu primeiro álbum, foi lançado em 2009, tem aquele tom intimista que sempre me atrai. As canções são simples, a base é sempre o violão tocado por Tiê, mas elementos inusitados surgem de vez em quando. É um bom retrato dessa geração que beira a entrada nos 30 anos, mas ainda não sabe qual o lugar que lhe pertence.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Oh, what can you do with a sentimental heart”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em “Quase famosos”, de Cameron Crowe, ela era a irmã do protagonista, um pequeno papel em que passava quase despercebida. Mas, quando estrelou “500 dias com ela”, Zooey Deschanel já era figura conhecida, principalmente como a doce voz da banda She &amp;amp; Him, na qual fazia parceria com o músico M. Ward. Além da voz, a beleza desta californiana de 30 anos encanta. Dois albúns lançados que giram em torno relacionamentos e corações sentimentais, a música da dupla é definida como uma “primavera eterna”. As letras podem ser tristes, mas não são frias ou deprimentes. Pelo contrário, são baladas indies para aquecer corações. Não é a toa que ela é casada com Ben Gibbard, vocalista do Death Cab For Cutie.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“What kind of animal are we?/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;I should have never let you into me/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;But I never, never learned to swim/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Until you came around and pushed me in/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Either in love or never in love/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Always run away, always run away”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Sara Lov)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-8426186054005673330?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/8426186054005673330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/10/ruido-15-de-outubro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/8426186054005673330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/8426186054005673330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/10/ruido-15-de-outubro.html' title='Ruído - 15 de outubro'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-1997075622584746008</id><published>2010-10-12T15:32:00.002-04:00</published><updated>2010-10-12T15:34:33.197-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem eu sou é, antes de tudo, uma questão sem reposta. Mas acredito que esteja relacionada a limites. Eu sou eu porque não sou outro, não é? Entretanto, essa afirmação é bem mais complexa. Como eu, que não sou outro, posso então me definir? Apesar de não saber exatamente, tento. Primeiramente, tenho 23 anos e acredito que ter nascido no final da década de 1980 tem bastante influência sobre a maneira como penso, ajo e sinto, assim como ter visto muita televisão quando criança e descoberto “The Smashing Pumpkins” no começo da adolescência também tiveram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou jornalista, graduei-me em 2008 e, atualmente, estou cursando história na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Trabalho em uma revista sobre saúde e a experiência tem sido mais agradável do que eu poderia imaginar. Também possuo um blog, o qual sempre tento manter atualizado com textos sobre política, cinema, artes plásticas e qualquer outra coisa que me interesse. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se meus gostos, ou experiências, fossem outros, eu seria outra pessoa? É uma questão importante em um texto que pretende dizer quem eu sou. Uma pessoa se torna o que é ou nasce sendo quem o que vai se tornar? Por mais filosófica que seja a pergunta e apesar da quantidade de respostas dadas, um grande exemplo é o de Simone de Beauvoir, ainda não sei se poderia fazer escolhas diferentes das que fiz. Ser é um quebra-cabeça muito grande para ser construído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, acho que não posso responder o que vocês desejam saber. Mas vou falar um pouco mais sobre mim e, talvez, meus contornos se delineiem. Um ponto importante é a escolha do Jornalismo como profissão, essa foi a forma que encontrei de escolher algo, mas ainda assim, me manter aberto para vários assuntos. Acredito que a especialização em alguma área seja importante, no meu caso em jornalismo cultural, literatura ou artes, mas a variedade de aspectos que podem ser trabalhados no jornalismo ainda é muito interessante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ofício que tem como ferramenta a escrita também teve grande peso em minha decisão. Por mais pragmática que seja a função do jornalista, a criação textual ainda possui um apelo lúdico para mim. Não que eu imagine estar escrevendo grandes romances ao montar um texto informativo para a página da revista, mas escolher palavras, construir orações e criar sentidos é uma ótima forma de ganhar dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como qualquer pessoa que se interessa pela escrita, sou um ávido leitor. Infelizmente, leio menos do que gostaria, mesmo lendo mais do que posso. Literatura é o que mais de instiga, mas também leio sobre filosofia, sobre história, sobre arte e sobre outras coisas não tão interessantes. Terminei não faz muito tempo “O som e a fúria” do escritor americano William Faulkner, um clássico modernista incrivelmente angustiante sobre a decadência de uma família norte-americana durante os anos trinta, após o suicídio de um dos filhos. Tornou-se um dos grandes livros que li e fez com que eu comprasse mais alguns livros do Faulkner.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde meus primeiros anos cursando jornalismo, sempre tive certeza de que trabalhar em alguma revista grande ou jornal com veiculação nacional seria a melhor forma de obter satisfação profissional. À medida que o tempo passou, percebi como as coisas são mais difíceis do que parecem e muitas metas que temos acabam sendo deixadas de lado. A realidade é muito mais dura do que parece quando temos 18 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que tive de abrir mão de muitos planos, acredito que isso me moldou de certa forma. Pensei em me tornar escritor, mas tenho um pouco de aversão ao que escrevo. Espero conseguir uma vaga no Curso Abril de Jornalismo, por ser uma forma de conseguir algo que sempre quis, além da possibilidade de entrar em contato com profissionais que venho acompanhando há algum tempo. Sou assinante das revistas Bravo e Piauí, acredito que sejam dois grandes exemplos de jornalismo cultural no país e a ideia de trabalhar ao lado de jornalistas que possuem um trabalho tão interessante é, com toda certeza, instigante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Esse texto me fez passar na primeira fase do curso abril de jornalismo. Fiquei entre os cento e poucos selecionados de mais de dois mil. Achei que conseguiria, mas entrevista feita por celular com sinal fraco e depois do almoço acaba com qualquer um.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-1997075622584746008?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/1997075622584746008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/10/quem-eu-sou-e-antes-de-tudo-uma-questao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1997075622584746008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1997075622584746008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/10/quem-eu-sou-e-antes-de-tudo-uma-questao.html' title=''/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-8463029940717953342</id><published>2010-10-12T14:20:00.001-04:00</published><updated>2010-12-23T13:17:39.317-03:00</updated><title type='text'>Ruído - 30 de setembro</title><content type='html'>&lt;div&gt;Uma antiga nova onda&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um cineasta francês me fez acreditar que é possível filmar, mesmo em tempos tecnológicos de 3D e Imax, com beleza, charme e simplicidae, sem ser superficial, as histórias mais cotidianas. O nome em questão é Christophe Honoré, que estreou nos cinemas há dez anos, e rapidamente conseguiu imprimir em suas películas aquele ar típico dos filmes da Nouvelle Vague – movimento cinematográfico francês que reuniu nomes como Jean Luc-Godard, François Truffaut e Eric Rohmer, tendo forte influência sobre o cinema novo e o cinema marginal brasileiros. Quero chamar a atenção para três pequenas obras-primas do diretor, produzidas entre 2006 e 2008, que podem ser reunidos sob a alcunha de trilogia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Dans Paris”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certos temas que serão melhor explorados nos longas posteriores nascem nesse “Em Paris”, lançado em 2006, principalmente a questão da perda. A impossibilidade de se lidar com o fim de uma grande paixão, a busca pelo alívio de todas as tensões no suicídio, as relações entre pessoas que se amam sem saber direito como demonstrar, tudo está ali. Até mesmo a homossexualidade latente, potencializada pela forma erótica que Honoré tem de conduzir a câmera e os corpos, aparecem neste longa-metragem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A história do melancólico Paul (Romain Duris) e do vivaz Jonathan (Louis Garrel), irmãos que voltam a conviver depois que o primeiro é deixado pela mulher, é marcada pelo contraste entre ambos. Entretanto, eles têm em comum o fato da irmã mais nova ter se suicidado. Garrel, que retornará nos próximos dois filmes, assume aqui a figura do personagem coadjuvante que pode apenas narrar os fatos diretamente ao espectador, enquanto Duris é o homem deprimido pela perda que não sabe como se tornar inteiro outra vez. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os dois passam a maior parte do tempo distantes um do outro, mas dialogam por meio das cenas. Garrel vai a Paris e encontra mulheres por quem se apaixona durante segundos e vive rápidas relações e o irmão, por outro lado, só encontra conforto ao lado da mãe que o visita por um breve instante. Embora seja uma história triste, a leveza com que Honoré a conduz, dá esperança ao filme. E o encontro entre Paul e Jonathan, ao final do filme, é tão belo que toda melancolia é esmagada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Les Chansons D’Amour”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Honoré tem uma fixação pelo canto em seus filmes, mas é nesse que ele radicaliza e filma um musical com canções de amor. O que em outros filmes rompe com a ilusão cinematográfica aqui se torna a tônica dos relacionamentos. Ismaël (Garrel, novamente) e sua namorada, Julie (Ludivine Sagnier), formam com Alice (Clotilde Hesme) um triângulo amoroso que será abalado pela morte da personagem interpretada por Sagnier. A partir dessa perda, o protagonista busca algo que lhe dê sentido. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em determinado momento do filme, Alice aparece lendo “Politics”, do inglês Adam Thirlwell, no qual o autor afirma que o problema de um triângulo amoroso é que alguém sempre fica de fora. Mesmo com a morte de Julie, é Alice quem é deixada de fora, pois nunca conseguirá adentrar no espaço deixado vazio pela morte repentina da namorada de Ismaël. O filme é dividido em três partes: “A partida”, “A ausência” e “O retorno”. Esse é o caminho percorrido pelo protagonista, até encontrar Erwann, um jovem universitário, em quem Ismaël encontra uma forma de retornar a vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“La Belle Personne”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez o mais belo dos três filmes (e o meu favorito). É em “A bela Junie”, de 2008, que o diretor francês acerta a mão e ordena todos os temas que apareceram de forma sútil nos outros filmes. As paixões da juventude aqui adquirem força e mostram que podem ser mais cruéis que em qualquer outra idade. A personagem central, interpretada por Léa Seydoux, após a morte da mãe, chega ao novo colégio e, embora o ambiente seja hostil, é logo acolhida pelos jovens. É por meio dos jogos entre os personagens que a história se desenrola, tudo é bem orquestrado e todos os personagens centrais acabam tendo relevância. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Logo surge, mais uma vez, um triângulo envolvendo o professor de italiano Nemours (Garrel!), que vê na menina seu objeto de desejo, e o jovem Otto. A descoberta dos desejos homossexuais também aparecem na figura de Matias, primo de Junie, que se apaixona por um colega. Mas o centro da história é Junie, que embora tenha encontrado um grande amor em Nemours, se vê dividida entre buscar a felicidade ou descartá-la por saber que ela é passageira. Entretanto, sem saber escolher, ela também descarta o outro e resta ao apaixando Otto vagar em busca de outra paixão, ao que o jovem se nega. A morte é sua escolha. O que Honoré quer dizer, talvez, seja que diante do absurdo temos que escolher entre paixões efêmeras que nos mantêm vivos ou aceitar sua impossibolidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Honoré, como afirma o crítico Rodrigo de Oliveira, é um “parasita do bom cinema que o antecede, gênio dos pequenos atos e das grandes emoções, esteta do coração contemporâneo”. Resta-nos esperar por seus dois novos filmes, “Non ma fille, tu n’iras pas danser”, de 2009, e  “Homme au bain”, que estreiou este ano. Ambos continuam sem previsão de estreia por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Ah vai, me diz o que é o sossego/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que eu te mostro alguém afim de te acompanhar/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se o tempo for te levar/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar” (Rodrigo Amarante)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-8463029940717953342?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/8463029940717953342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/10/ruido-30-de-setembro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/8463029940717953342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/8463029940717953342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/10/ruido-30-de-setembro.html' title='Ruído - 30 de setembro'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-7545783034541305796</id><published>2010-09-23T15:07:00.000-04:00</published><updated>2010-09-23T15:08:05.483-04:00</updated><title type='text'>Ruído - 10 de Setembro</title><content type='html'>&lt;div&gt;Crítica, crítico, críticas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou em crise com este ponto da prática jornalística. Pergunto-me se somos capazes de oferecer juízos de valor sobre obras culturais, principalmente às artísticas, como espera-se do crítico – palavra que nasce do grego crinein, significando separar e julgar. Mais ainda, gostaria de saber se o espaço oferecido por periódicos diários é suficiente para a explanação necessária sobre um objeto estético? A inquietação começa pois muitos acreditam que a crítica é apenas um exercício retórico, com o objetivo de oferecer opiniões acerca da arte. Resenha não é crítica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Lendo “Os problemas da estética”, do filósofo italiano Luigi Pareyson, no qual ele explica que a crítica também faz parte da experiência estética e, portanto, é objeto da especulação filosófica, percebo que a crítica tem uma função muito exata no contexto da arte e exige especialização para ser feita. Embora seja um juízo de valor, para o filósofo, a crítica não é pura opinião, pois abarca questões poéticas – sobre como as obras são construídas – e sobre a finalidade delas – se são concluídas ou não. De certa forma, Pareyson afirma, é o próprio crítico quem estabelece os parâmetros da poética, guiando os artistas em trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Existem grandes críticos em jornais diários como, por exemplo, Beth Nespoli – crítica de teatro do Estadão – e Marcelo Coelho – da Folha de São Paulo, que assina um livro interessante sobre crítica, “Crítica cultural: teoria e prática”. Ao meu ver, o jornalista que faz crítica precisa estar ligado às tendências acadêmicas, pois, de certa forma, o que fazemos é um trabalho de diluição do que é pensado sobre arte nas universidades. Para tanto, é necessário se especializar, pois é impossível cobrir um mundo de assuntos cada vez mais complexos. Infelizmente, não vejo isso acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para ler e conhecer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com a internet, o exercício da crítica se espalhou por todos os cantos. São blogs, sites e revistas on-line voltadas para o trabalho de análise e julgamento de obras artísticas e culturais. Sobre teatro, existe um espaço bastante interessante desenvolvido por alunos da Escola de Comunicação e Arte (Eca) da Universidade de São Paulo, a Bacante (www.bacante.com.br). Nela, o interessante é que existe referencial teórico para se falar dos inúmeros espetáculos teatrais criticados. Embora grande parte dos que assinam os trabalhos sejam alunos, os textos buscam referências em autores de ponta para explicar o fenômeno teatral e seu papel enquanto arte. Vale a pena.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para quem busca a ação de separar e julgar sobre o cinema, uma dica é a revista on-line Cinética (www.revistacinetica.com.br). O texto é acessível, assim como o de Bacante, àqueles que não são iniciados no universo da arte cinematográfica e podem oferecer os primeiros passos para uma fruição diferenciada do cinema. Lembrando que o trabalho do crítico não é dizer se tal obra é boa ou ruim, julgamento um tanto simplista, mas oferecer relações propostas pela obra e desnudar suas estruturas, o que os críticos da revista é bastante interessante. Quem assistiu “Ervas daninhas”, de Alain Resnais, encontra no texto de Francis Vogner dos Reis certa iluminação para entender, mais que o filme, o universo do diretor francês.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;C’est fini&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em julho deste ano, durante a Bienal de Teatro de Mato Grosso do Sul, o pesquisador teatral José Fernando Azevedo, da Companhia Teatro dos Narradores, veio a Campo Grande ministrar uma oficina sobre crítica. Provavelmente, ele é o responsável pelas minhocas que tomaram conta da minha mente. Foi ele também quem ofereceu uma distinção muito importante para o exercício crítico, aquela que coloca de um lado a interpretação e de outro o comentário. Enquanto a primeira diz respeito a opinião, a segunda é um exercício teórico que pretende desnudar o objeto estético e mostrar as relações que nele se desenvolvem. Para isso, não basta apenas querer dizer algo, mas conhecer a fundo aquilo que se analisa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Está chovendo fogo/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E as ruas estão queimando/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo mundo assistindo/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A gente desmilinguindo/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nosso sangue derretendo/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Junto com o mundo que vai se acabando”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Karina Buhr)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-7545783034541305796?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/7545783034541305796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/09/ruido-10-de-setembro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/7545783034541305796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/7545783034541305796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/09/ruido-10-de-setembro.html' title='Ruído - 10 de Setembro'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-3638801884862901568</id><published>2010-09-23T15:06:00.001-04:00</published><updated>2010-09-23T15:06:43.839-04:00</updated><title type='text'>Ruído - 27 de agosto</title><content type='html'>&lt;div&gt;Um pouco sobre contos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O conto é, basicamente, uma forma narrativa em tamanho menor que o romance ou a novela. Extensão diminuta, não significa facilidade na escrita. Há escritores que temem os contos por serem formas condensadas de literatura. Nomes como Edgar Allan Poe e Jorge Luis Borges, ou Daltan Trevisan e Caio Fernando Abreu, para me ater aos brasileiros, fizeram fama com as pequenas narrativas e, embora, um ou outro tenha escrito romances, não foram esses que os fizeram emplacar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Durante muito tempo, resisti aos contos por acreditar que não seriam tão prazerosos como a leitura de um catatau de mais de 500 páginas. Mas, um dia, assistindo televisão de madrugada, me deparei com o Antônio Abujamra lendo “Conto de verão nº 2: Bandeira branca” e fiquei embasbacado com a sutileza com que Luís Fernando Verissimo conduziu a história de Píndaro e Janice, dois personagens que se conhecem em bailes de carnaval na infância e logo descobrem o que são os tais amores de verão. Assim como essa, outras histórias curtas vem a mente sempre que penso em literatura de qualidade, nas próximas linhas, falarei sobre algumas delas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Prefiguração de Lalo Cura” – Roberto Bolaño&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em seu livro de contos, “Putas assassinas”, o autor chileno, morto em 2003, nos apresenta pequenas histórias sobre personagens marginais. Entre eles, o que mais me chamou a atenção foi Olegário Cura, o Lalo, do conto cujo o título está acima. Filho de uma atriz pornô, Lalo afirma logo no início da história: “A trilha de entrada ou saída do inferno. A isso tudo se reduz. Aproximar-se ou afastar-se do inferno. Eu, por exemplo, mandei matar. Dei os melhores presentes de aniversário. Financiei projetos faraônicos. Abri os olhos na escuridão”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Somente essas linhas valem mais que boa parte dos livros publicados anualmente, mas a história segue e o personagem nos conta sua história, na qual busca vingança contra aqueles que “atuaram” junto a sua mãe. O texto é pesado, embora irônico, e, assim como os outros contos do livro, termina de forma abrupta, diante de um possível clímax. Bolaño sabe lapidar a história e nos guiar por um submundo asqueroso com facilidade. Vale a pena ser lido e relido, assim como grande parte das outras histórias de “Putas assassinas”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“A aventura de um esposo e uma esposa” – Ítalo Calvino&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O escritor italiano é um mestre nas narrativas curtas e “Amores difíceis”, publicado em 1970, não poderia ser diferente. O conto em questão chama a atenção pela forma como o autor orquestra os encontros e desencontros do casal formado pelo operário  Arturo Massolari e Elide. Em razão dos trabalhos, os dois tem poucos momentos juntos. Ele trabalha a noite inteira e chega em casa ao amanhecer “um pouco antes, às vezes um pouco depois de tocar o despertador da mulher”. Ela saia de manhã, logo depois que Arturo chegava. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por meio desse jogo, Calvino cria belos momentos como o seguinte trecho: “Elide ia para a cama apagava a luz. De seu próprio lado, deitava, espichava um pé em direção ao lugar do marido, para procurar o calor dele, mas toda vez reparava que onde ela dormia era mais quente, sinal de que Arturo também havia dormido ali, e isso despertava nela uma grande ternura”. É um conto descompromissado, leve e curto, são três ou quatro páginas apenas, mas a história é saborosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algumas palavras sobre teatro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No último final de semana, o Teatro Glauce Rocha recebeu o espetáculo “Cândida”, baseado no texto do, entre outras coisas, dramaturgo inglês George Bernard Shaw. Dirigido por Zé Henrique de Paula e com Bia Seidl no papel principal, a peça se inscreve em uma chave realista que passa longe do que se sugere com o nome do grupo paulistano Núcleo Experimental, que concebeu o projeto. As discussões sobre crise da representação e a busca pela teatralidade na cena parecem ter passado longe dos encenadores, que apostam no texto decorado e na ilusão teatral. Embora o texto original trate de temas como casamento, amor e masculinidade com extrema elegância, o que vemos em cena é conservador e ultrapassado. Falta atualidade ao que está sendo apresentando, tanto na forma, quanto no tratamento dado ao conteúdo. De qualquer modo, é interessante ter oportunidade de assistir espetáculos como este em Campo Grande, que parece se fortalecer seu circuito teatral.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“O nosso amor é tão bom/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O horário é que nunca combina/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sou funcionário/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela é dançarina/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando pego o ponto/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela termina” (Chico Buarque)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-3638801884862901568?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/3638801884862901568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/09/ruido-27-de-agosto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/3638801884862901568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/3638801884862901568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/09/ruido-27-de-agosto.html' title='Ruído - 27 de agosto'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-354711224345282297</id><published>2010-09-23T15:03:00.002-04:00</published><updated>2010-09-23T15:05:59.130-04:00</updated><title type='text'>Ruído - 06 de agosto</title><content type='html'>&lt;div&gt;Cinema que o Brasil tem!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Acorda, humanidade!”,  assim tem início uma das películas mais anárquicas que assisti nos últimos tempos. “Superoutro”, média-metragem baiano dirigido por Edgar Navarro em 1989, narra a história de um mendigo louco pelas ruas de Salvador, que cansado de uma vida de miséria, decide subverter todas as regras, até mesmo a gravidade. A todo instante, por meio da sátira, o diretor radicaliza com os bons costumes culturais e mergulha na tensão provocada por cenas que fazem uso do grotesto para provocar. Um exemplo? A cena em que o louco protagonista, assistindo ao programa de Sílvio Santos pela vitrine de uma loja, masturba-se enquanto a roleta gira. Não é um filme para estômagos fracos, mas vale a pena por mostrar que experimentações têm lugar no cinema brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alienação e protesto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vinte anos antes, em 1969, o diretor André Luiz Oliveira, também da Bahia, provocou o Brasil e a ditadura militar com seu “Meteorango kid - Herói intergalático”. O tempo que separa um filme do outro deixa claro que a contracultura não se aquietou em Salvador. Com atores do cinema marginal e alguns Novos Baianos, André criou um longa-metragem que não deixa nada a dever aos clássicos da Nouvelle Vague francesa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O enredo nos apresenta Lula, um jovem perdido entre os ideais de protesto contra os abusos do poder na época e a família burguesa cheia de moralismo. Na dúvida, o jovem escolhe a alienação e os baseados com os amigos. Dentro de um quartinho, que nos remete a clássica cena de “O Acossado”, de Jean-Luc Godard, as conversas se confundem entre postura política e pura falta do que fazer. Ao  final, o jovem enlouquecido é a “estrela” de um programa policial. A narrativa fragmentada impede que se saiba o que é fantasia e o que é realidade, mas, se pensarmos bem, nada disso realmente importa em uma obra de arte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da contracultura&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É evidente, em ambos os filmes, a influência da Tropicália, o famoso movimento cultural que influenciou fortemente a vanguarda brasileira no final da década de 1960. Os trabalhos de Edgar Navarro e André Luiz Oliveira transpiram subversão e, por esse motivo, passam longe de qualquer proposta de exibição comercial no Brasil. No caso de “Superoutro” isso é justificável, pelo fato de ser um média-metragem com conteúdo muito forte para exibições, mas “Meteorango kid - Herói intergalático” merece um espaço maior na memória cultural dos brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As obras fazem parte do acervo da Programadora Brasil, na série Estudos de Linguagem, e foi por meio de um DVD da coleção que entrei em contato com os dois filmes. O interesse pelo cinema underground baiano, mais conhecido como udigrudi, cresceu depois de ver esses pequenos tratados de transgressão e violência. Em uma busca rápida por fóruns na internet, facilmente se localizam outros títulos que parecem ser tão instigantes quanto esses dois, como, por exemplo, “Caveira, my friend”, de Álvaro Guimarães.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Do avanço econômico/ A moeda número um do Tio Patinhas não é minha/ Um batalhão de cowboys/ Barra a entrada da legião dos super-heróis....” &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caetano Veloso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Ruído é um espaço voltado para crítica cultural, publicado semanalmente no diário Correio do Estado. Revezo a assinatura com o jornalista Oscar Rocha).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-354711224345282297?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/354711224345282297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/09/ruido-06-de-agosto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/354711224345282297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/354711224345282297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/09/ruido-06-de-agosto.html' title='Ruído - 06 de agosto'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-1233868909664485587</id><published>2010-08-26T03:21:00.002-04:00</published><updated>2010-08-26T03:30:53.112-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Masculin Feminin". "Masc cu. F    in". Godard é genial. Paz no Vietnã. Não sei o que fazer. Elizabeth sugeriu o varão da cortina. Diafragma. Este filme poderia se chamar "Filhos de Marx e da coca-cola". "O filósofo posiciona sua consciência contra a opinião." Ter uma consciência é estar aberto para o mundo. Cigarros. Fotografia belíssima em preto e branco. Cortes abruptos. Falta alguma coisa, talvez. Sentido. Godard é avesso a essas convenções burguesas. Cinema e utopia. Revolução é arte. Ela sai do café e mata o marido. Morte. Sexo. Amor. Dois homens se beijam em um banheiro. 1966. Grande filme, preciso rever algumas vezes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-1233868909664485587?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/1233868909664485587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/08/masculin-feminin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1233868909664485587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1233868909664485587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/08/masculin-feminin.html' title=''/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-8681442343494692656</id><published>2010-07-26T00:15:00.000-04:00</published><updated>2010-07-26T00:17:34.589-04:00</updated><title type='text'>Necrológio dos desiludidos do amor</title><content type='html'>Os desiludidos do amor&lt;br /&gt;estão desfechando tiros no peito.&lt;br /&gt;Do meu quarto ouço a fuzilaria.&lt;br /&gt;As amadas torcem-se de gozo.&lt;br /&gt;Oh quanta matéria para os jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desiludidos mas fotografados,&lt;br /&gt;escreveram cartas explicativas,&lt;br /&gt;tomaram todas as providências&lt;br /&gt;para o remorso das amadas.&lt;br /&gt;Pum pum pum adeus, enjoada.&lt;br /&gt;Eu vou, tu ficas, mas nos veremos&lt;br /&gt;seja no claro céu ou turvo inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os médicos estão fazendo a autópsia&lt;br /&gt;dos desiludidos que se mataram.&lt;br /&gt;Que grandes corações eles possuíam.&lt;br /&gt;Vísceras imensas, tripas sentimentais&lt;br /&gt;e um estômago cheio de poesia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos para o cemitério&lt;br /&gt;levar os corpos dos desiludidos&lt;br /&gt;encaixotados competentemente&lt;br /&gt;(paixões de primeira e segunda classe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desiludidos seguem iludidos,&lt;br /&gt;sem coração, sem tripas, sem amor.&lt;br /&gt;Única fortuna, os seus dentes de ouro&lt;br /&gt;não servirão de lastro financeiro&lt;br /&gt;e cobertos de terra perderão o brilho&lt;br /&gt;enquanto as amadas dançarão um samba&lt;br /&gt;bravo, violento, sobre a tumba deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;drummond, drummond.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-8681442343494692656?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/8681442343494692656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/07/necrologio-dos-desiludidos-do-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/8681442343494692656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/8681442343494692656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/07/necrologio-dos-desiludidos-do-amor.html' title='Necrológio dos desiludidos do amor'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-2746971240342865919</id><published>2010-06-18T23:47:00.002-04:00</published><updated>2010-06-19T03:11:57.547-04:00</updated><title type='text'>Mais brasileiro do que nunca</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saramago morreu. Independente de se gostar ou não do velhinho, não há como se negar que ele foi um intelectual. Infelizmente, um dos últimos. Pelo menos, daquele tipo raro hoje em dia, que consegue unir fama e intelectualidade. Embora tenha dito alguns absurdos, como apoiar regimes totalitários, José de Souza Saramago sempre teve algo a falar sobre o mundo contemporâneo. Ateu até o fim, mas não daquela turminha do Dawkins que acha que ser ateu é uma forma de bem-estar no mundo, Saramago era o ateu típico dos anos 60, sem fé na humanidade, por isso, sem fé no que está acima dela. Li pouco, confesso, por preguiça e falta de vontade. “Ensaio sobre a cegueira”, uns quatro ou cincos anos antes de saber que haveria um filme, e “Intermitências da morte”, dois bons livros que não devem chegar perto daquilo que produziu de melhor. Quando puder, mergulharei com afinco em sua obra. Vou sentir saudades de seus pitacos sobre o que acontece no mundo, sua visão de esquerda e materialista, como um dos últimos bons marxistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vamos aos fatos. A morte do escritor português causou grande estardalhaço na imprensa brasileira. De fato, Saramago ganhou grande fama no Brasil, talvez até mais que na Europa, em países como Espanha e Portugal. Não é atoa que "Intermitências da morte" foi lançado aqui no Brasil pelo próprio autor, antes de colocá-lo a venda em seu país de origem. Infelizmente, uma hora nos daremos conta que Saramago não era brasileiro e talvez não fosse quem foi se aqui tivesse nascido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-2746971240342865919?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/2746971240342865919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/06/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/2746971240342865919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/2746971240342865919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/06/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html' title='Mais brasileiro do que nunca'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-7459720883766362363</id><published>2010-06-13T11:05:00.005-04:00</published><updated>2010-06-14T12:03:51.180-04:00</updated><title type='text'>O imperador está louco, mas não pelado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Facilmente se percebe que "Calígula", encenado durante esse fim de semana em Campo Grande, não é um grande exemplo das artes cênicas. Seja pelo exagero em certos momentos, quando Thiago Lacerda requebra a coreografia da dança da motinha ou um de seus genéricos, ou pela má utilização de alguns atores, o espetáculo perde sua força em diversos momentos por não conseguir seguir uma linha determinada. Entretanto, ao final da peça, fica-se com uma sensação esquisita: "Mesmo um espetáculo mediano consegue bater grande parte do que é produzido nessa cidade". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Calígula" nos leva a Roma, inventivamente representada por um guarda-chuva com a inscrição "ROMA", para contar a história do terceiro imperador romano. Estrelada por Thiago Lacerda, que apresenta um ótimo desempenho, menos quando se torna caricato demais, a peça procura retratar a loucura e tirania do jovem imperador. De certo modo consegue, mas o imperador nos parece, por vezes, distante demais. Falta aquela figura que nos insere no drama, com quem nos idenficamos e percebemos que o que acontece ali, poderia acontecer em qualquer outro momento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tema é atual, todavia. Tirania, loucura e poder sempre serão temas atuais enquanto o homem for governado por outrem. Ou seja, para sempre. E, reforço, a interpretação lunática de Calígula é um dos pontos altos do espetáculo. Com um ótimo trabalho de corpo e direção, feita por Gabriel Villela, o trabalho tem entre suas características mais interessantes as constantes quebras da ilusão teatral. O ponto mais alto se dá no final do espetáculo, quando um dos personagens é executado a pauladas e a ação cênica é interrompida para o ator seja sujado com sangue por meio de um frasco de desengordurante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Albert Camus, autor de clássicos como "A peste" ou "O estrangeiro", assina a dramaturgia do espetáculo. Escritor e filósofo existencialista, amigo e inimigo de Jean Paul Sartre, sua interpretação sobre o ser humano não deixa de estar presente na obra. A loucura de Calígula, por sinal, em numerosos momentos é aquilo que nos permite encará-lo como homem e não como um "deus" perdido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vale notar que "Calígula" é muito mais lembrado pelo filme de 1979, estrelado por Malcolm McDowell (de Laranja Mecânica), que pelo texto de Camus. Aqui há outro ponto interessante do espetáculo estrelado por Lacerda, que é o retorno ao texto, deixando de lado a sexualidade explícita do filme. Claro, a sexualidade tem seu papel na história, afinal, estamos tratando de luxúria, mas, ao mesmo tempo, a forma que Gabriel Villela encontrou para trazê-la ao palco é bastante inventiva. Vide a cena em que Calígula tortura um dos senadores fazendo-o beber sua urina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Embora falta identidade ao espetáculo, com certeza, ele é um dos pontos altos da temporada teatral de Campo Grande. Povoada por comédias escrachadas e stand-ups, é muito bom poder assistir a um drama com ares trágicos. Infelizmente, o que é mediano nos grandes centros, aqui atinge um grau muito mais elevado. Faltam-nos outros termos para comparação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-7459720883766362363?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/7459720883766362363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/06/o-imperador-esta-louco-mas-nao-pelado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/7459720883766362363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/7459720883766362363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/06/o-imperador-esta-louco-mas-nao-pelado.html' title='O imperador está louco, mas não pelado'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-6652411160526926835</id><published>2010-05-24T14:27:00.002-04:00</published><updated>2010-05-24T14:30:31.318-04:00</updated><title type='text'>Aqueles dois</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Teatro é palavra. Teatro também é corpo. Em um espaço cênico demarcado por objetos cotidianos - uma televisão ali, um rádio aqui, uma vitrola acolá - quatro atores encenam “Aqueles Dois”, conto homônimo de Caio Fernando Abreu. Corpos e palavras são os principais elementos deste trabalho, que foi encenado em Campo Grande três vezes, durante a 5º Aldeia Sesc Terena de Artes. Assim como a literatura do escritor gaúcho, a encenação é repleta de intimismo, em certos momentos, parece que conhecemos aqueles atores há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se entrar no Teatro Prosa, do Sesc Horto, o ator Odilon Esteves lê trechos do horóscopo de jornais do dia, enquanto Marcelo Souza e Silva, Rômulo Braga e Cláudio Dias, que completam a Cia. Luna Lunera, fazem jogos de cena e utilizam técnicas e contato improvisação, que mais tarde serão melhores exploradas. Desde o início, o contato com a platéia é grande, o que acaba gerando maior sensação de proximidade. Canções e velhos discos de vinil dão o tom da montagem, que traz diversos elementos do universo de Caio Fernando Abreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro atores não representam personagens únicos. Todos assumem as figuras centrais do conto, Saul e Raul, dois homens que se encontram em uma repartição pública. Assim tem início a grande amizade, que levará os colegas a acreditar que ali há uma relação homossexual. A beleza do texto está na sutileza com que o autor brinca com a questão, sem nunca afirmar ou negar as suposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez haja um certo exagero no didatismo, com os atores lendo trechos do conto excessivamente, mas isso não atrapalha o quadro geral. No mais, mesmo a cena de nudez completa dos quatro, quando Raul e Saul dividem o quarto e se despem por causa do calor, mostra-se necessária. O espetáculo, dirigido pelos próprios atores ao lado de José Walter Albinati, outro integrante da companhia, foi uma grata surpresa para os palcos de Campo Grande.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-6652411160526926835?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/6652411160526926835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/05/aqueles-dois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/6652411160526926835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/6652411160526926835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/05/aqueles-dois.html' title='Aqueles dois'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-4350100307062294961</id><published>2010-03-17T23:01:00.003-04:00</published><updated>2010-04-02T17:42:50.453-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>tão vazio que faz eco. assim era seu peito e a batida seca do coração que servia para pouco mais que irrigar sangue pelo corpo. os sorrisos perderam a alegria, os olhos não brilhavam mais e os gestos leves tornaram-se pesados. toda graça esvaiu-se. e o tempo passou. no final, resta apenas o cinismo; pensou. acordava cedo todos os dias, pensava que podia fazer mais, viver mais, mas não queria; a vida cansou-lhe insistentemente nos últimos quarenta anos. cada sonho, esperança, alegria e mesmo toda a fé transformou-se em descaso e ironia. mentia por afeto e cantarolava canções que lembrava, não mais porque gostava, simplesmente porque elas lhe vinham a mente. no início, acreditava que amadurecer o tornaria um homem melhor e mais cauteloso, sábio e cheio de si. mentira, disse para si mesmo, ficar velho é só uma forma de tornar-se um sem vergonha sem ninguém para lhe apontar o dedo. sentia falta do dedo lhe apontando a face, era a única coisa que sempre o impediu de ser o cínico em que se tornou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-4350100307062294961?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/4350100307062294961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/03/tao-vazio-que-faz-eco.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/4350100307062294961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/4350100307062294961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/03/tao-vazio-que-faz-eco.html' title=''/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-3105268395214294051</id><published>2010-03-13T19:50:00.002-04:00</published><updated>2010-03-13T19:52:46.050-04:00</updated><title type='text'>movies are good</title><content type='html'>high fidelity&lt;br /&gt;annie hall&lt;br /&gt;history of us&lt;br /&gt;manhattan&lt;br /&gt;down to you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;procurando respostas e ajudando a sobreviver nesses tempos difíceis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-3105268395214294051?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/3105268395214294051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/03/movies-are-good.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/3105268395214294051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/3105268395214294051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/03/movies-are-good.html' title='movies are good'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-2046317782379144284</id><published>2010-01-16T00:57:00.002-03:00</published><updated>2010-01-16T01:00:26.844-03:00</updated><title type='text'>vida</title><content type='html'>Ouvi um dia desses, em um mc donalds perto de casa, uma criança alertando o pai de que catchup fazia mal. A única vontade que tive, foi de virar e explicar calmamente: não é o catchup que faz mal, criança, é a vida; aos poucos ela te mata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-2046317782379144284?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/2046317782379144284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/01/vida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/2046317782379144284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/2046317782379144284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2010/01/vida.html' title='vida'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-3343058707655536623</id><published>2009-12-31T17:28:00.002-03:00</published><updated>2009-12-31T17:29:49.330-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esse ano foi um ano bem louco, mas acho que os dois fatos que mais marcaram foram: a vinda da minha namorada pra cá e o show do Radiohead.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-3343058707655536623?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/3343058707655536623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/12/esse-ano-foi-um-ano-bem-louco-mas-acho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/3343058707655536623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/3343058707655536623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/12/esse-ano-foi-um-ano-bem-louco-mas-acho.html' title=''/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-2017956231887665121</id><published>2009-12-27T11:59:00.005-03:00</published><updated>2010-05-24T14:37:38.458-04:00</updated><title type='text'>Entre amores e areia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A inquietante busca pelo que não pode ser encontrado no outro é o que parece movimentar o espetáculo "&lt;a href="http://www.culturafashion.com.br/noticia.php?id=408"&gt;Amor líquido&lt;/a&gt;" da companhia de dança Ginga. Durante menos de quarenta minutos, seis dançarinos se encontram e desencontram no palco, em rápidos esbarrões e beijos angustiados. São casais que se formam e se desfazem, trocam de parceiros, se mesclam e se abandonam, deixando, por vezes, se levar pela solidão do dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como explica o grupo, o nome “Amor Líquido” já existia antes de todos lerem o livro homônimo do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, mas quando se descobriu o livro, percebeu-se também a forte relação entre os nomes. O subtítulo do livro também serviria ao espetáculo, “A fragilidade dos laços humanos”. Disso provém a liquidez do amor, da fragilidade com que as relações se criam e se desfazem. E é basicamente o que experimentamos durante o tempo em que ficamos sentados no teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fluidez é uma palavra que representa bem o que nos é mostrado no palco. Desde a trilha muito bem composta por Jonas Feliz aos corpos dos bailarinos que se desdobram em movimentos aflitos, fluidez é a palavra de ordem. Por sinal, os corpos dos bailarinos muitas vezes me trouxeram a mente quadros do pintor expressionista austríaco Egon Schiele. E nesse ponto, toda fluidez contrasta com a dureza do que nos é mostrado. O desespero que envolve amar e não ser amado ou amar e ser trocado surge com força nas imagens criadas pelos casais dançarinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facilmente se percebe o cuidado de Chico Neller com a composição dos movimentos e a marcação dos bailarinos. Esse é o ponto onde a fluidez se mostra mais presente. Os bailarinos Débora Higa, Gustavo Lorenço, Júlia Aissa, Julio César Floriano, Letícia Torales e Yan Leite Chaparro conseguem dosar a dramaticidade do espetáculo com a leveza de seus movimentos. Mas quando é necessária força, eles também a demonstram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as artes cênicas, provavelmente a dança desponta como a mais abstrata, mas que isso não se confunda com falta de significado, pois em Amor líquido, o significado surge nas relações entre aquilo que se vê no palco e o que se vê no mundo. A falta de palavras não impede a comunicação entre público e bailarinos. E como em todo objeto de arte contemporânea, essa troca abre espaço para várias interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;acho que nunca publiquei esse texto aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-2017956231887665121?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/2017956231887665121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/12/entre-amores-e-areia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/2017956231887665121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/2017956231887665121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/12/entre-amores-e-areia.html' title='Entre amores e areia'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-5583588225765685940</id><published>2009-12-18T21:22:00.003-03:00</published><updated>2009-12-18T21:40:42.894-03:00</updated><title type='text'>Avatar impressiona, mas alguma coisa faltou</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Sywg1aa_07I/AAAAAAAAAF0/HWEgKg_X8Ek/s1600-h/00029492.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Sywg1aa_07I/AAAAAAAAAF0/HWEgKg_X8Ek/s320/00029492.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416740553817576370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Avatar é deslumbrante. Mas também parece uma viagem de ácido. As paisagens são lindas, o mundo criado por James Cameron é vivo, cheio de detalhes e certas cenas do filme são de tirar o fôlego. Mas... Sim, existe um mas em tanta beleza. Mas o roteiro do filme é muito fraco. Li um bom número de pessoas dizendo que Avatar é um filme para toda a família. Tudo bem, apesar de achar que levar uma criança para uma experiência dessas pode causar sérios problemas no cérebro do pequeno. Ser história para toda a família não significa coar o filme de toda e qualquer profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá... Os personagens são fracos e muito estereotipados. Existe o bem, existe o mal, todos muito bem definidos. O maior vilão do filme, Coronel Quaritch parece uma versão fracassada do Coronel Kurtz de Apocalypse Now. O mocinho Jake Sully é tão bobo que fica difícil acreditar que é um fuzileiro naval. Os bichões azuis dão conta do recado, apesar de serem bons demais. Falta um pouco dessa dúvida, desse fator humano nos personagens do filme. Outro ponto problemático do roteiro é o desenvolvimento da ação. As coisas parecem meio intruncadas. Cameron provavelmente queria explorar ao máximo a beleza do mundo que criou, contudo, o filme acabou se alongando demais. Fiquei com a impressão de que algo faltou entre a convocação das outras tribos à guerra e a explosão do conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim é um filme que vale ser visto. Um blockbuster de vim de ano, com mensagem positiva e cenas alucinógenas. Afinal, o que são aqueles na'vi de mãos sentados e de mãos dadas, cantando e dando voltas em círculos? Só faltou a xamã distribuir santo daime pra galera. Continuo com meu pé atrás em relação ao cinema 3D, acho que só vai servir a industria de entretenimento e empobrecer ainda mais os filmes comerciais. Não visualmente, mas em conteúdo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-5583588225765685940?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/5583588225765685940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/12/avatar-impressiona-mas-alguma-coisa.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/5583588225765685940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/5583588225765685940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/12/avatar-impressiona-mas-alguma-coisa.html' title='Avatar impressiona, mas alguma coisa faltou'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Sywg1aa_07I/AAAAAAAAAF0/HWEgKg_X8Ek/s72-c/00029492.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-3925712517793344189</id><published>2009-10-18T21:46:00.005-03:00</published><updated>2009-10-23T11:15:32.942-03:00</updated><title type='text'>Quem é deus em um mundo inventado?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Stu4Ch4dVGI/AAAAAAAAAFk/L3qpFvpUHSA/s1600-h/sinedoque.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 219px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Stu4Ch4dVGI/AAAAAAAAAFk/L3qpFvpUHSA/s320/sinedoque.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394107332300723298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma história simples na mão de Charlie Kaufman tem potencial para se tornar facilmente um pesadelo existencial. "Sinédoque, Nova York" poderia ser somente mais um filme sobre um homem de meia idade perdido entre o casamento falido e a carreira produtiva, mas à sombra de outros. Contudo, o roteiro de Kaufman vai além de qualquer clichê e, ao dirigir um filme pela primeira vez, sua sagacidade nos deixa desamparados enquanto o longa ganha contornos absurdos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos primeiros minutos do longa somos apresentados a Caden Cotard, sua mulher e a filha de quatro anos que faz cocô verde, o primeiro contato com o absurdo do filme. O casamento de Cotard chegou ao fim e percebemos isso rapidamente, mas quando a esposa decide não retornar de Berlim após realizar uma exposição na cidade, somos pegos de surpresa. Após esse incidente, o hipocondríaco Caden mergulha na criação de uma peça autoral que seja capaz de demonstrar seu verdadeiro eu. A partir daí, Kaufman pisa no acelerador sem esperar que o espectador o acompanhe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinédoque é uma figura de linguagem na qual o todo é substituído pela parte. Basicamente é isso que Cotard pretende fazer com sua peça em relação a Nova York. Ele quer encenar a cidade dentro de um galpão abandonado. E se esforça para isso por décadas a fio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vemos os personagens envelhecer, vemos relacionamentos começarem e terminarem, crianças nascem e são abandonadas. Cotard, sempre transitando entre amores e a solidão, não esquece sua filha. Infelizmente ela já o esqueceu. Talvez seja possível entender o que está se passando com algum auxílio da psicanálise freudiana, mas nunca li nada do autor austríaco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cotard tenta colocar ordem no caos que sua vida se tornou por meio da peça que nunca se esgota. Ele quer ser um deus presente e capaz de dar as cartas, mas o trabalho é cansativo. Assim como a vida o engoliu, a peça também o engole e somente nas últimas cenas ele perceberá que a vida é som e fúria, como já dizia o bardo inglês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A medida que o filme avança, vamos mergulhando na absurda criação de Cotard, mas a realidade parece ir definhando pelo caminho. Em certo momento, uma tal de Ellen surge na peça. Ela parece ser um elemento chave para a compreensão do que acontece, mas não consegui captar isso muito bem. A cena final é belíssima e melancólica, não soube exatamente como reagir ao ver os créditos. Ainda não sei, mas tenho certeza de que "Sinédoque, Nova York" é uma peça rara do cinema atual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kaufman produziu uma obra polissêmica e bastante complexa. A obsessão pela morte, o medo da solidão, os problemas e as virtudes do amor, a guerra e a destruição, a família, a castração são temas explícitos do filme, mas as leituras possíveis são muitas. O diretor e roteirista nos oferece uma obra autoral que beira a transgressão e mostra como o cinema ainda pode se reinventar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-3925712517793344189?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/3925712517793344189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/10/quem-e-deus-em-um-mundo-inventado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/3925712517793344189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/3925712517793344189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/10/quem-e-deus-em-um-mundo-inventado.html' title='Quem é deus em um mundo inventado?'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Stu4Ch4dVGI/AAAAAAAAAFk/L3qpFvpUHSA/s72-c/sinedoque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-6186232525865723271</id><published>2009-10-17T19:02:00.003-04:00</published><updated>2009-10-17T19:11:25.490-04:00</updated><title type='text'>Salve Geral ou por que o Brasil não vai entrar no oscar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/StpPFJ-gvhI/AAAAAAAAAFc/gEHkdvyE9Yg/s1600-h/Salve+Geral.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 186px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/StpPFJ-gvhI/AAAAAAAAAFc/gEHkdvyE9Yg/s200/Salve+Geral.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393710453725642258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como Tropa de Elite, Salve Geral (Sérgio Rezende, 2009) é um filme de ação. Possui certa pretensão a tratado sociológico, mas isso passa quase despercebido. Se em 2008, Tropa de Elite ficou fora da indicação brasileira ao prêmio americano, Salve Geral tenta corrigir esse "erro". Infelizmente, o filme de Sérgio Rezende é bastante inferior ao longa que retrata o dia a dia dos policiais do BOPE.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após uma briga, Rafa (Lee Thalor) atira em uma menina. A polícia o prende e duzentas pessoas são testemunhas do crime. Andréa Beltrão entra na história como Lúcia, a intrépida mãe que se fará de tudo para salvar o filho. Esse é o enredo que serve para nos colocar dentro da prisão e mostrar como o PCC organizou os ataques a São Paulo em 2006. Vemos Lúcia se metendo com todo o tipo de mal elementos do crime organizado em uma tentativa pífia de conseguir ajuda para o filho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, a relação mãe e filho é um dos primeiros problemas que se nota. Afinal, como uma mãe que deseja tanto tirar o filho da prisão deixa de visitá-lo por três semanas para ter uma relação com o "professor", um dos comandantes do PCC? A relação entre Lúcia e o "professor" também é duvidosa. Tudo começa de forma inexplicada, com algo que parece mais uma tentativa de estupro que o florecer de um amor e acaba da forma mais esperada possível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhum dos personagens é bem desenvolvido e as relações são muito superficiais. Outro problema são as interpretações, pois até mesmo Andréa Beltrão, um dos nomes de peso do longa, não parece se esforçar para se tornar Lúcia. Parece que a atriz entende como interpretação fazer cara de choro durante 90% do filme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabemos que a realidade carcerária do país é desumana, com presídios abarrotados de gente e sem as mínimas condições de funcionamento. No entanto, criar o caos na cidade e assassinar milhares de policiais não é a melhor forma de fazer reivindicações. Quando Lúcia afirma para a irmã que nem todos que estão presos são desalmados sem coração, o filme perde qualquer força documental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Salve Geral é o indicado brasileiro ao Oscar de melhor filme estrangeiro para 2010. Duvido muito que consiga uma indicação oficial e entre na disputa. A explicação é simples: o filme é fraco, possui um roteiro simplista e seu conteúdo é superficial. O país tem produzido muitos filmes de qualidade, ultimamente, mas parece que o grande referencial para quem merece prêmios ainda é o tamanho do orçamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-6186232525865723271?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/6186232525865723271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/10/salve-geral-ou-por-que-o-brasil-nao-vai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/6186232525865723271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/6186232525865723271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/10/salve-geral-ou-por-que-o-brasil-nao-vai.html' title='Salve Geral ou por que o Brasil não vai entrar no oscar'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/StpPFJ-gvhI/AAAAAAAAAFc/gEHkdvyE9Yg/s72-c/Salve+Geral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-7339883998213683536</id><published>2009-10-05T03:40:00.001-04:00</published><updated>2009-10-05T03:42:14.660-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:14.2pt;line-height: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O veludo azul se abre para o público e então vemos uma figura dourada. A banda está em segundo plano, mas terá um papel importante no desenrolar da performance. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Posando sobre um sofá, Ney de Souza Pereira, fantasiado com roupas douradas, máscara e muitos adornos, iniciou o show “Inclassificáveis”. “O tempo não pára” foi apresentada as milhares de pessoas que prestigiam o local.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;No palco, o artista se transforma em uma criatura sem sexo, sem idade, que age apenas em favor de sua arte. Dizer que aquilo que os campo-grandenses presenciaram foi um show é diminuir o tamanho do evento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ney interpreta as canções como se fosse um personagem que encarna cada verso. Ele dança, gesticula, troca de roupas, veste colares, fica nu e provoca o público. Encenação mistura-se com verdade. É inclassificável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O repertório foi extenso e trouxe composições de Cazuza, Pedro Luís, Caetano Veloso, além da inusitada “Veja bem, meu bem” de Marcelo Camelo, que na voz de Ney Matogrosso ganha força incrível. Contestador, o artista brinca com convenções e desconstrói visões engessadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Com seu figurino andrógeno, Ney imita o ato sexual e passa despercebido pela platéia. Mais tarde geme como se chegasse ao ápice do coito. Cada vez que tira ou coloca um colar ou até mesmo a pequena sunga, seus gestos são libidinosos e seu rosto se enche de prazer. Aos 68 anos, ele explora seu corpo sem medo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Mas a sexualidade não é a única forma de provocar a platéia. A interpretação de “Cavaleiro de Aruanda”, com referências a umbanda, é capaz de arrepiar. Essa é a primeira canção apresentada após o artista tirar sua roupa e aparecer diante do público vestindo apenas um macacão transparente, uma pequena sunga dourada, além dos colares e adornos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Após algumas músicas, Ney canta “Ode aos ratos” e com ela brinca de deus. Ao final da música, uma cruz feita de luz surge no fundo do palco, crucificando o cantor em meio ao êxtase. Ela abre espaço para a música que dá título ao espetáculo, “Inclassificáveis”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Unido pela primeira vez Ney e Emilio Carrera, integrante do “Secos e Molhados”, grupo em que iniciou sua carreira, a banda é um elemento importante do show. Quase todos os integrantes fazem dueto com o artista. “Inclassificáveis” foi a primeira parceria entre Ney e uma banda de rock.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O Governo do Estado acertou ao trazer alguém do peso de Ney Matogrosso para cantar no aniversário do projeto Canta MS. Quem esteve no parque durante esse domingo, teve uma experiência inesquecível presenciando um dos mais originais artistas brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-7339883998213683536?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/7339883998213683536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/10/o-veludo-azul-se-abre-para-o-publico-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/7339883998213683536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/7339883998213683536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/10/o-veludo-azul-se-abre-para-o-publico-e.html' title=''/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-5326851617711625536</id><published>2009-09-02T14:43:00.003-04:00</published><updated>2009-09-03T14:22:35.973-04:00</updated><title type='text'>Arraste-me para o inferno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Sp69YEN6XUI/AAAAAAAAAFE/B7jPKciUBKY/s1600-h/dragmetohell_02.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Sp69YEN6XUI/AAAAAAAAAFE/B7jPKciUBKY/s200/dragmetohell_02.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376943226273553730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;‘&lt;a href="http://movie.tv.br//conteudo.php?id=904"&gt;Arraste-me para o inferno&lt;/a&gt;’ (&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Drag me to hell&lt;/i&gt;, 2009) é o novo filme de Sam Raimi. Você provavelmente o conhece por seu trabalho na direção da trilogia Homem-Aranha. Mas ele já se aventurou pelas terras obscuras do medo, sangue e risos nervosos com os três filmes de ‘A morte do Demônio’ (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Evil Dead&lt;/i&gt;, 1981). Sua volta ao cinema de horror é uma grata surpresa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Escrito em uma parceria de irmãos, o próprio Sam Raimi e o caçula Ivan Raimi, o roteiro conta a história da jovem analista de crédito Christine Brown que, na tentativa de ser bem vista pelo chefe e conseguir uma promoção no banco, não estende a hipoteca de uma velha cigana. Enraivecida, a mulher lança uma maldição sobre a moça. Já conhecemos os efeitos da maldição, graças ao breve prólogo do filme. Coisas estranhas passam a acontecer com Christine e sua vida se torna uma bagunça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não é um clássico do gênero, mas um filme divertido que consegue entreter e assustar durante seus 99 minutos de duração. Utilizando situações escatológicas, como a luta no carro entre Christine e a cigana, auxiliadas por efeitos visuais nojentos, o longa não se leva a sério. Raimi sabe que tanto o riso, quanto o horror são necessários para a diversão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se fosse um projeto “sério”, o diretor poderia explorar alguns pontos como a briga entre ciência e paranormalidade ou a loucura diante do absurdo em que Christine está metida. Entretanto, esse não é o objetivo. Sente-se na poltrona, assista ao filme, lembre de alguns clássicos de terror B e fique feliz por assistir um filme rápido com aquela boa história envolvendo ciganos, espíritos do mal, palavras em outros idiomas, gente esquisita e uma garota bonita.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-5326851617711625536?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/5326851617711625536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/09/arrasta-me-para-o-inferno.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/5326851617711625536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/5326851617711625536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/09/arrasta-me-para-o-inferno.html' title='Arraste-me para o inferno'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Sp69YEN6XUI/AAAAAAAAAFE/B7jPKciUBKY/s72-c/dragmetohell_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-1953082268595880798</id><published>2009-08-17T01:16:00.002-04:00</published><updated>2009-08-17T01:18:32.209-04:00</updated><title type='text'>arte.</title><content type='html'>partindo de várias leituras, defino arte como a apropriação ou criação de um objeto que possui como único propósito a fruição estética. logo, arte não possui função alguma na sociedade e daí surge sua beleza, e criando um paradoxo, sua própria necessidade. é um objeto tornado expressão, contendo algum significado implícito que nasce da recriação realizada pelo fruidor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-1953082268595880798?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/1953082268595880798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/08/arte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1953082268595880798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1953082268595880798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/08/arte.html' title='arte.'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-1064613464555181858</id><published>2009-07-01T16:09:00.002-04:00</published><updated>2009-07-01T16:11:35.299-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Sarney deve ter tanta culpa quanto vários outros senadores. Esse é o problema, os outros também são culpados. Ele deve ser afastado, mas os outros também devem ser punidos. Collor, Suplicy e vários usufruiram dos benefícios e favores que rolaram no senado. Não é apenas um que deve sair, mas quase todos, provavelmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-1064613464555181858?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/1064613464555181858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/07/o-sarney-deve-ter-tanta-culpa-quanto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1064613464555181858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1064613464555181858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/07/o-sarney-deve-ter-tanta-culpa-quanto.html' title=''/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-2464694318215020990</id><published>2009-06-30T12:22:00.002-04:00</published><updated>2009-06-30T12:37:10.003-04:00</updated><title type='text'>Mais uma pro além</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a última vítima de junho de 2009 é Pina Baush, a famosa bailarina e coreógrafa alemã. Apesar de ter se apresentado no último domingo em uma ópera, Baush faleceu nesta manhã, cinco dias após o diagnóstico de um câncer. Vai ver ela se suicidou pra evitar os sofrimentos desnecessários provocados pelo câncer ou foram complicações da doença, não sei. E não interessa. Mais um evento estranho para esse mês que já conta com a morte de Wacko Jacko, Farrah Fawcet, a anônima do Irã, o golpe de estado em Honduras e quase incluiu a queda do voo 447.  Quanta coisa, né?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-2464694318215020990?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/2464694318215020990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/mais-uma-pro-alem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/2464694318215020990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/2464694318215020990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/mais-uma-pro-alem.html' title='Mais uma pro além'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-4650587198900798276</id><published>2009-06-30T04:13:00.008-04:00</published><updated>2009-09-10T09:43:18.021-04:00</updated><title type='text'>Mentiras por milhões de dólares</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SkpCWuoXMHI/AAAAAAAAAE8/AePFOwkIcuM/s1600-h/romero+brito+1+la+dona+gata.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 197px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SkpCWuoXMHI/AAAAAAAAAE8/AePFOwkIcuM/s200/romero+brito+1+la+dona+gata.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353164065325133938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São muitos os críticos que declaram o fim da arte. Alguns, como Arthur Danto, veem nisso o grande salto da manifestação artística, pois agora a arte está em todos os lugares, transfigurando lugares comuns. Outros entendem esse fim como uma morte mesmo, a decadência dos preceitos e valores estéticos. Indiferente a esse pensamentos, acredito que a arte não morreu, mas vulgarizou-se. Mesmo que essa vulgarização signifique poder vender um objeto artístico por 12 milhões de doletas. Estou pensando nos "grandes" artistas plásticos do nosso tempo, os famigerados Damien Hirst, Beatriz Milhazes e Romero Brito, entre outros. Esses nomes me chamam a atenção por dois motivos: a popularidade de seus nomes e a falta de propostas estéticas que suas obras explicitam.&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SknRDN0JbOI/AAAAAAAAAEs/DHYdQXXajEk/s1600-h/romero+brito+1+la+dona+gata.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não entendo muito bem o que as pessoas veem nesses engôdos de arte contemporânea tão superficiais quando a tigela de leite dos gatos, não os meus, claro. Hoje assisti a uma discussão sobre o trabalho de Brito. Descobri que ao seu nome estão ligados movimentos como o cubismo e a pop art. Picasso e Lichtenstein se reviram no túmulo. Acho a arte de Romero Brito tão inócua quanto a de Beatriz Milhazes, com suas colagens ultra coloridas e senseless, assim como os tubarões e caveiras de Hirst. A vulgaridade de suas obras é um anúncio do fim e o culto popular que se criou sobre esses nomes o atestado de óbito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SknRJOqNqQI/AAAAAAAAAE0/8k4EOF7eD7U/s320/artwork_images_117082_301249_beatriz-milhazes.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 154px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353039588590725378" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que devo parecer elitista, mas não, não é isso. Muito pelo contrário, acho absurdo os valores pagos por obras desses artistas plásticos que não significam nada na perspectiva da história da arte. Na Carta Capital dessa semana, Mino Carta assinou um artigo sobre a fraude contemporânea da arte e da culinária molecular. Concordo com ele em alguns aspectos, como a crítica feita à Hirst, mas não concordo quando o autor propõe uma comparação entre o realista inglês William Turner e o contemporâneo Mark Rothko. O período que os separa torna a comparação vazia de qualquer sentido prático ou mesmo teórico. Entre o que havia de mais instigante na arte contemporânea, se encontravam artísticas como Rothko que apontavam os questionamentos conceituais e estéticos da pintura. Enquanto as artes renascentistas eram dotades de esmero técnico, as artes de meados do século XX possuiam esmero intelectual que não pode ser deixado de lado. Essa arte questionadora, surgida com o dadá de Duchamp e Tzara, chegou ao Brasil e deu grandes frutos como Oiticica, Lígia Clark, entre muitos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, essa &lt;i&gt;silly art &lt;/i&gt;produzida atualmente e vendida a preços escabrosos não possui nada de novo, não pretende revolucionar, questionar, nada. É feita para ser bonitinha e vendida a altos preços em um mercado de luxo. Romero Brito, Beatriz Milhazes, Damien Hirst e tantos outros, para mim, não fazem arte. São o mais puro exemplo de como o &lt;i&gt;k&lt;/i&gt;&lt;i&gt;itsch&lt;/i&gt; se apropriou da cultura. O que mais me irrita nisso é querer inserir esses artistas em escolas que, não duvido muito, eles provavelmente não sabem nem ao certo o que são. Se bem que eu acho que a Beatriz fez curso de artes plásticas, não que isso signifique algo, conheço um bom número de acéfalos que estão no curso. De qualquer forma, se ela é abstracionista, Kandinsky e Pollock são bichonas enrustidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ps: ainda não tenho uma opinião sobre Vik Muniz, outro popstar da arte contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-4650587198900798276?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/4650587198900798276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/mentiras-por-milhoes-de-dolares.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/4650587198900798276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/4650587198900798276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/mentiras-por-milhoes-de-dolares.html' title='Mentiras por milhões de dólares'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SkpCWuoXMHI/AAAAAAAAAE8/AePFOwkIcuM/s72-c/romero+brito+1+la+dona+gata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-4067221129254339763</id><published>2009-06-30T04:05:00.002-04:00</published><updated>2009-06-30T04:06:32.309-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SknHgoD4I2I/AAAAAAAAAEc/zJqHoYVNzCI/s1600-h/folder_campanha_profissao_jornalista_2009.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 190px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SknHgoD4I2I/AAAAAAAAAEc/zJqHoYVNzCI/s400/folder_campanha_profissao_jornalista_2009.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353028995429966690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-4067221129254339763?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/4067221129254339763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/4067221129254339763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/4067221129254339763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title=''/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SknHgoD4I2I/AAAAAAAAAEc/zJqHoYVNzCI/s72-c/folder_campanha_profissao_jornalista_2009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-833428425404070732</id><published>2009-06-29T17:26:00.002-04:00</published><updated>2009-06-29T17:34:28.263-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De um lado, APCM. Do outro, fabricantes de produtos eletrônicos, celulares e notebooks. A coisa se complica quando percebemos que as empresas que fazem propaganda através da possibilidade de baixar mp3's e filmes são as mesmas que subsidiam o grupo criado para acabar com a pirataria no Brasil. Primeiro a Sony anunciou um celular capaz de rodar filmes em HD e com capacidade de não sei quantas mil músicas, agora acabo de ver no orkut a Dell argumentando que com o novo notebook da marca, pode ser feito o download de quantas músicas você quiser. Tem algo de estranho nessas campanhas ou é implicância minha?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-833428425404070732?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/833428425404070732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/de-um-lado-apcm.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/833428425404070732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/833428425404070732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/de-um-lado-apcm.html' title=''/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-1347902734870230392</id><published>2009-06-28T11:17:00.002-04:00</published><updated>2009-06-28T11:20:42.632-04:00</updated><title type='text'>lá e de volta outra vez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda vez que eu escuto Radiohead, me transporto para um dos momentos mais legais da minha vida. Não é fácil de explicar, mas o show da banda ainda está tão vivo na memória que cada música traz uma impressão tão forte que beira o inexplicável. Foda é saber que não vai se repetir tão cedo, mas eu vou esperar e se eles voltarem, estarei lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-1347902734870230392?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/1347902734870230392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/la-e-de-volta-outra-vez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1347902734870230392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1347902734870230392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/la-e-de-volta-outra-vez.html' title='lá e de volta outra vez'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-1595182697326097590</id><published>2009-06-26T02:30:00.011-04:00</published><updated>2009-06-26T03:17:16.059-04:00</updated><title type='text'>Um pequeno francês no topo do mundo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SkRvromZh9I/AAAAAAAAAEM/R5Bf_71_UsQ/s1600-h/man-on-wire.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 162px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SkRvromZh9I/AAAAAAAAAEM/R5Bf_71_UsQ/s320/man-on-wire.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351525052646524882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SkRvmBpoN4I/AAAAAAAAAEE/QxYFVYIjRZM/s1600-h/man-on-wire.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;To me, it's so simple, that life should be lived on the edge of life.  You have to exercise rebellion. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;To refuse to tape yourself to the rules, to refuse your own success, to refuse to repeat yourself, to see every day, every year, every idea as a true challenge. Then you will live your life on the tightrope.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer pessoa que pronunciasse essa frase correria o risco de soar clichê demais, esvaziando qualquer significado mais profundo que a frase suscita. Mas quando dita pelo francês Philippe Petit ela me pareceu real e verdadeira como poucas frases já ouvidas. Um excêntrico francês que não consegue permanecer quieto e que descobriu um dom muito particular, a habilidade de se equilibrar sobre cabos de aço. É esse homem que resolve recusar a se repetir e decide viver a vida no limite lançando-se a uma das proezas mais incríveis que já assisti; atravessar o abismo entre as torres do World Trade Center equilibrando-se sobre um cabo, sem nenhuma proteção. Isso aconteceu em sete de agosto de 1974 e o documentário &lt;i&gt;Man on Wire &lt;/i&gt;(O equilibrista) tenta explicar exatamente como tudo se deu. Os depoimentos do cúmplice Jean-Louis Blondeau e, a namorada na época, Annie Allix, além de alguns outra franceses, americanos e australianos, dão forma a experiência de Petit e nos fazem vivenciar juntamente ao grupo cada instante do &lt;i&gt;golpe&lt;/i&gt; por eles praticado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com um acervo gigantesco de imagens de arquivos, o filme documenta toda a tragetória de Petit, valendo-se de alguns trechos ficcionais para cobrir aquilo que não foi filmado pelos integrantes da trupe do francês. A edição consegue entremear a vida e o passado do equilibrista com a preparação para o grande ato de sua vida. Os depoimentos são emocionantes, pois mostram a fé que os amigos mais íntimos e a companheira depositavam nas idéias de Petit, levando-os vez ou outra a chorar diante da câmera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar das várias dificuldades para execução do projeto, Petit não desiste e em momento algum se desânima. Quando perguntado sobre o medo de morrer, o equilibrista afirma que seria uma bela morte, morrer fazendo aquilo que ama. E esse é o clima do filme, a realização de um sonho que não pretende ser bem aceito, um exercício de rebeldia que mostra que é possível fazer aquilo em que se acredita. Um documentário bem executado que tenta reproduzir o inefável, como é bem explicado na afirmação de um dos policiais que estava presente esperando para prender Petit: "me dei conta de que estava presenciando assistindo algo único, que ninguém, em todo o mundo, teve a oportunidade de ver".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marsh acerta ao não fazer menções aos atentados de 11 de setembro. Seu filme é sobre a beleza de um ato, um ato artístico que como toda arte pretende criar. Mesmo que Petit pudesse ser um grande interlocutor sobre os atentados, não cabe ao filme. Utilizá-lo seria uma banalização tanto dos atentados quanto da proeza do equilibrista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O Equilibrista (Man on Wire), de James Marsh (Inglaterra/EUA, 2008)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-1595182697326097590?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/1595182697326097590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/um-pequeno-frances-no-topo-do-mundo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1595182697326097590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1595182697326097590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/um-pequeno-frances-no-topo-do-mundo.html' title='Um pequeno francês no topo do mundo'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SkRvromZh9I/AAAAAAAAAEM/R5Bf_71_UsQ/s72-c/man-on-wire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-3581841703123930954</id><published>2009-06-25T21:59:00.005-04:00</published><updated>2009-06-26T00:46:39.682-04:00</updated><title type='text'>oh no, the pop is dead</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é, o Michael Jackson morreu. É triste, mesmo eu tendo deixado de curtir o popstar ainda quando era criança. As últimas boas lembranças que guardo dele são aquele filme em que ele se transformava num robô no final, o jogo para mega drive baseado no filme com direito a moon walking and everything, algumas músicas e só. Fui ver o clipe de &lt;i&gt;Thriller&lt;/i&gt; depois de velho na MTV. A medida que cresci, Michael foi se tornando cada vez mais caricato; escândalos sobre abuso de menores, o bizarro clareamento da pele, o rosto de macaquinho de circo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja, depois da infância, minha e dele, Michael Jackson virou uma figura bizarra da cultura pop do século XX. Grotesco seria a palavra exata. Há anos o cantor não era lembrado pelo sucesso que fez, mas simplesmente pelo comportamento cada vez mais esquisito. Quem se lembra de quando ele começou a aparecer em público sempre utilizando aquelas máscaras de hospital? E quando colocou o filho recém nascido na janela de um hotel? Os pais da Isabela Nardoni devem ter tido a idéia graças a ele. Mas, é necessário dizer, &lt;i&gt;Beat it&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Bad &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Black or White &lt;/i&gt;não são nada menos que clássicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inevitavelmente, a morte deu um oi pro Michael através de uma parada cardíaca. Apesar da cara de conspiração absurda que isso tudo tem, foi anunciada pelo iml de Los Angeles. Uma quantidade incrível de pessoas que não devem saber nem o primeiro verso de &lt;i&gt;Bad&lt;/i&gt; dizem sentir saudades dele, chamam-o de gênio, perdoam todos os erros e pisadas na bola cometidas pelo cantor nos últimos 20 anos. Tudo isso é normal. Estranho mesmo é entender como um cara que era negro, narigudo e com black power fica branco, com cara de macaco, cabelo escorrido e morre de parada cardíaca em casa? Não, não, ele não morreu. Só armas radioativas conseguiriam parar seja lá o que ele se tornou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer forma, adeus Michael. Não acredito na sua morte, mas gostaria de saber, o que acontece com os direitos sobre a obra dos Beatles? E de alguma forma estranha, sentirei sua falta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-3581841703123930954?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/3581841703123930954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/oh-no-pop-is-dead.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/3581841703123930954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/3581841703123930954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/oh-no-pop-is-dead.html' title='oh no, the pop is dead'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-6252321332331057862</id><published>2009-06-25T19:57:00.009-04:00</published><updated>2009-06-25T20:25:16.952-04:00</updated><title type='text'>society, you're a crazy breed</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SkQU2VTrMdI/AAAAAAAAADs/Lsxby-mHGic/s1600-h/intothewild_01.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 136px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351425180888150482" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SkQU2VTrMdI/AAAAAAAAADs/Lsxby-mHGic/s200/intothewild_01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Um grande filme. Simples assim. A atuação de Emile Hirsh, a fotografia magnífica, a direção do sempre genial Sean Penn e a trilha criado por Eddie Vedder poderiam explicar o que fazem esse filme ser tão grande, mas não conseguiriam completamente. Existe algo além de tudo isso, algo que só fica claro quando nos sentamos e assistimos a duas horas e meia sobre um jovem que resolver descobrir o que realmente importa na vida. Lendo Jack London e vivendo como um personagem do autor, Alexander Supertramp (pseudônimo adotado durante a viagem) parte em busca de uma grande aventura no Alasca. Tenho um fraco por road-movies, principalmente quando me lembram as aventuras beatnicks dos livros do Kerouac, cheias de personagens marcantes com histórias únicas. Se eu fosse Alexander não conseguiria seguir viagem. Se ficasse morando com o casal que mora no trailer, certamente me renderia ao velhinho simpático que surge no último ato do filme. Na verdade, mesmo já tendo visto o filme uma vez, continuo torcendo para que Alex se renda e desista da viagem ao Alasca e a morte eminente. Outra coisa que não pode ser explicada é meu fraco pela música do Pearl Jam e Eddie Vedder é a encarnação da banda. Cresci ouvindo e é impossível negar a nostalgia sentida ao ouvir música como Hard Sun ou No Ceiling. Por último, acho que gosto tanto desse filme pelo fato de que Christopher McCandless faz exatamente aquilo que eu gostaria de fazer, largar tudo e ser como Rimbaud. Poder afirmar ao final que &lt;em&gt;Je est un autre&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-6252321332331057862?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/6252321332331057862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/into-wild.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/6252321332331057862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/6252321332331057862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/into-wild.html' title='society, you&apos;re a crazy breed'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SkQU2VTrMdI/AAAAAAAAADs/Lsxby-mHGic/s72-c/intothewild_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-226790881148373185</id><published>2009-06-23T00:03:00.005-04:00</published><updated>2009-06-23T00:32:23.169-04:00</updated><title type='text'>Grandes revolucionários merecem grandes filmes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SkBZ1oovKNI/AAAAAAAAADk/uOWVXXVmue0/s1600-h/2009-03-26-24661214107G.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SkBZ1oovKNI/AAAAAAAAADk/uOWVXXVmue0/s200/2009-03-26-24661214107G.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350375135292369106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chega a ser estranho ver um filme produzido em Hollywood sobre um dos grandes inimigos do imperialismo norte-americano ser retratado de forma tão humana e, acredito eu, fiel ao personagem real. Esse é um dos grandes méritos de &lt;i&gt;Che - O Argentino&lt;/i&gt;, dirigido por Steven Sodenbergh e estrelado por Benicio del Toro, mas não é o único. A utilização de locações ao invés de estúdios e o uso do idioma espanhol ao invés do inglês, assim como a genial interpretação de Benicio e o roteiro que soube apresentar a guerrilha cubana sem transformar o longa em um filme de ação, &lt;i&gt;Che &lt;/i&gt;nos apresenta um Ernesto Guevara que luta por suas idéias e sabe que não existem revoluções sem derramamento de sangue, mas que a todo momento se preocupa em poupar a vida do povo cubano, sejam eles camponeses ou membros do exército inimigo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os discursos realizados em Nova York na sede da Onu por Che apresentam suas idéias de luta contra o imperialismo que tomava conta de vários países da américa latina. Ao meu ver, esse foi um dos pontos mais altos do filme, com Benicio se valendo de trejeitos e uma postura irreverente, ao mesmo tempo que séria, explicando porque os embargos ecônomicos à Cuba deveriam acabar. A fotografia em preto e branco bastante granulada criam um aspecto documental que nos faz realmente acreditar no que está acontecendo, algo importante para um filme do tipo. Quem sabe depois desse filme, as pessoas que compram camisetas com o rosto do líder comunista estampadas entendam um pouco melhor como as camisetas vão contra tudo o que &lt;i&gt;Che &lt;/i&gt;acreditava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Legal lembrar que apesar do poster nacional do filme trazer o nome de Rodrigo Santoro, o ator possui um papel pequeno como um amigo de &lt;i&gt;Che&lt;/i&gt; que se junta aos revolucionários liderados por Fidel. No entanto, a escolha em participar do projeto realizada pelo brasileiro deve ser bem vista, pois pontas em filmes interessantes contribuirão muito mais pra sua carreira do que grandes papéis em filmes imbecis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero ansiosamente a segunda parte do projeto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-226790881148373185?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/226790881148373185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/grandes-revolucionarios-merecem-grandes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/226790881148373185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/226790881148373185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/grandes-revolucionarios-merecem-grandes.html' title='Grandes revolucionários merecem grandes filmes'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SkBZ1oovKNI/AAAAAAAAADk/uOWVXXVmue0/s72-c/2009-03-26-24661214107G.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-696198535917387010</id><published>2009-06-21T02:19:00.007-04:00</published><updated>2009-06-21T03:00:48.198-04:00</updated><title type='text'>Estudar pra quê?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Desde a última quinta-feira, os diplomas de jornalismo emitidos em território nacional deixaram de ser necessários para a prática da profissão. O excelentíssimo e cretino Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Regional (STF), sempre apoiou o fim da regulamentação e suas sábias frases como a infeliz comparação entre jornalismo e culinária ou corte e costura, demonstram a capacidade do homem para presidir o STF. Lembremos que ele foi o homem que liberou o banqueiro Daniel Dantas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sempre fui a favor do fim das faculdades de comunicação. Sou jornalista formado, possuo registro profissional (apesar de não conseguir emprego) e desde o segundo semestre do curso percebi que jornalismo é uma trabalho técnico antes de qualquer coisa. Pode ser aprendido em dois anos ou menos. Como um professor meu afirmava, pode-se aprender tudo sobre jornalismo lendo quarenta ou cinquenta livros. O que realmente é necessário para ser um jornalista não é oferecido pela acadêmia. Ou melhor, é, e fica no prédio menos visitado pela maior parte dos meus colegas, a biblioteca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Acredito que o conteúdo, aquilo que diferencia um bom jornalista de um medíocre qualquer, não é visto em sala de aula. Na ementa do curso estão disciplinas básicas como filosofia, antropologia cultural, sociologia, teorias da comunicação, ciências políticas e por ai vai, mas tudo é visto tão rápida e superficialmente que provavelmente só estão ali para cumprir a carga horária necessária para aprovação do MEC. Em Campo Grande devem se formar anualmente pelo menos 200 pessoas, o nosso jornalismo é capenga, dominado por duas grandes empresas e outros quatro ou cinco jornais medianos tentando sobreviver. O restante são jornais que existem graças a subsídios do governo. Os 200 formandos anuais mantém o mercado funcionando com até certa competitividade. Nem todos são bons jornalistas, nem mesmo regulares, mas fazem o seu trabalho. Numa cidade como essa, faculdades de jornalismo são imprescindíveis. Sem elas, a qualidade do jornalismo aqui produzido iria a pique rapidamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A desregulamentação aprovada pelo STF não pretende acabar com as escolas de comunicação do país, é claro. Mas o jornalismo, que hoje vive uma séria crise devido aos novos meios e formas de se informar, pode perder muito em cidades não tão desenvolvidas. Qualquer pessoa poderá assinar uma matéria em jornal, sem conhecer preceitos básicos da apuração de notícias e coisas do tipo. Conversando com uma amiga, ela argumentou que o fim da necessidade de diploma só iria pesar em lugares onde eu e ela não pretendemos trabalhar. Mas os lugares onde nós não pretendemos trabalhar são os lugares que abrem as portas para entrada dos recém formados no mercado de trabalho, e agora esses lugares estarão apinhados de qualquer pessoa que se preste a escrever de qualquer jeito por um salário qualquer. Os donos dos jornais obviamente não querem qualquer um escrevendo em seus veículos, contudo, com a concorrência desleal entre não formados e formados, ele pode oferecer salários de fome à quem possui diploma, sob o pretexto de que outro pode pegar o seu lugar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É uma discussão complicada. Entretanto fica claro que a desregulamentação é um retrocesso. Principalmente pois apenas um ou outro estão interessados em discutir novas regras e leis para o funcionamento e contratação de jornalistas. Tenho dúvidas sobre os direitos adquiridos pela classe, como as cinco horas diárias, o que acontecerá com eles?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Todas as vezes em que defendi o fim de faculdades de jornalismo, pensei na possibilidade de melhorar a qualidade da atividade oferecendo cursos às pessoas de outras áreas que se interessassem pelo jornalismo. Por exemplo, um sociólogo que gostaria de escrever sobre política poderia fazer alguma especialização, podendo ser contratado como jornalista sem nenhum problema. Mas ao invés de melhorar a qualificação, acabou-se por retirar qualquer necessidade de uma. A tênue linha entre jornalismo e contar estórias se rompeu de vez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-696198535917387010?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/696198535917387010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/estudar-pra-que.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/696198535917387010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/696198535917387010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/estudar-pra-que.html' title='Estudar pra quê?'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-4543102600372536241</id><published>2009-06-18T00:29:00.003-04:00</published><updated>2009-06-27T11:58:07.013-04:00</updated><title type='text'>Bergman e o silêncio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Descobri Bergman graças a um professor na faculdade. Ele me falou sobre a experiência louca que foi assistir filmes como &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Gritos e Sussuros, Morangos Silvestres &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Sétimo Selo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Fiquei fascinado pela rápida apresentação feita por esse professor e voltei pra casa louco pra assistir os filmes desse diretor até então desconhecido. Loquei &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O Sétimo Selo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; e, junto com alguns colegas, fiquei pasmo diante de um dos melhores filmes que já assisti. Isso aconteceu há pouco mais de quatro anos. Assisti vários filmes do diretor, entre eles &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Luz de Inverno&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, um dos quais mais me marcou até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Hoje revi &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Morangos Silvestres&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, um dos mais clássicos trabalhos de Bergman. Lançado em 1957, o filme nos apresenta Isak Borg, um médico de 78 anos que pretende viajar para Lund, uma cidade sueca, para receber um título da universidade por seus muitos anos de carreira. Um homem duro e frio que desde os primeiros instantes do filme aparece obcecado por sua velhice e pela idéia da morte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Os temas clássicos do universo de Bergman estão presentes. A morte, a solidão, os relacionamentos mal-fadados, o vazio da existência, estão todos ali e nos são apresentados com a direção peculiar do diretor. Contudo, o pessimismo característico de Bergman é deixado de lado nesse filme onde o perdão é uma possibilidade, assim como a morte, além do medo, pode trazer uma chance de se transformar. O último plano do filme nos mostra um Isak descansado que conseguiu fazer com que suas feridas há tanto abertas se cicatrizassem e, enfim, pôde dormir em paz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Não é meu filme favorito, mas sempre vale a pena relembrar cenas marcantes como o enigmático sonho que Isak Borg tem nos primeiros minutos da história. Bergman permanece como um dos grandes autores de cinema e assim como afirmou Godard na &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Cahiers du Cinema, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;o diretor sueco filma para encontrar respostas. E suas perguntas nunca nos foram tão necessárias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-4543102600372536241?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/4543102600372536241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/bergman-e-o-silencio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/4543102600372536241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/4543102600372536241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/06/bergman-e-o-silencio.html' title='Bergman e o silêncio'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-7859886111913083297</id><published>2009-05-10T18:59:00.006-04:00</published><updated>2009-06-25T20:19:10.571-04:00</updated><title type='text'>Loucuras da flower generation</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Achei um texto bem interessante sobre contracultura, loucura, coisas legais e insanas que precederam e aconteceram durante a flower generation e o woodstock. Além de drogas, o texto também fala sobre outros eventos legais que marcaram os anos cinquenta e prepararam toda a loucura que foi a década seguinte. Hippies, invenção do lsd, psicodelismo, 1968, Vietnã, Woodstock e são comentadas no texto. Lê ai e vê se vale a pena!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://andreforastieri.uol.com.br/?p=523"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;http://andreforastieri.uol.com.br/?p=523&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-7859886111913083297?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/7859886111913083297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/05/loucuras-da-flower-generation.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/7859886111913083297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/7859886111913083297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/05/loucuras-da-flower-generation.html' title='Loucuras da flower generation'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-7182062329829134332</id><published>2009-04-22T01:00:00.004-04:00</published><updated>2009-05-10T18:59:11.806-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Campo Grande'/><title type='text'>NEM SÓ DE BOI VIVERÁ O HOMEM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Campo Grande foi palco de um evento bem legal, a III Semana pra Dança realizada pela Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul contou com uma programação especial que animou a vida cultural da cidade. Um mostra de vídeo, um workshop com profissionais renomados, o lançamento do livro “Vozes da Dança” que traz perfis de artistas do estado, além de dois espetáculos nacionais muito bons. Assisti apenas aos espetáculos, que tiveram entrada grátis, e quero falar um pouco sobre o que vi.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Na última quinta-feira, o teatro Aracy Balabanian recebeu três bailarinos que levaram para o palco seus questionamentos sobre a morte. Em “Tudo o que imagino sobre a morte”, Esther Weitzman e seus convidados apresentaram movimentos que variavam entre a beleza e a dor, entre a tensão e a paz, para expressar aquilo que os move e faz com que se transformem. Com belíssimas escolhas para a trilha do espetáculo e poucos recursos, me surpreendi com o que vi no palco. Movimentos que pareciam espontâneos se mesclavam à tensão dos corpos em cena. Gostei do que vi e fiquei feliz por saber que essa foi a primeira apresentação de “Tudo o que imagino sobre a morte”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;“Isabel Torres” foi o outro espetáculo apresentado na cidade graças ao evento. No palco do teatro Sesc/Horto, a bailarina Isabel Torres, integrante do corpo de baile do Theatro Nacional do Rio de Janeiro, apresentou um monólogo permeado por números de dança em que dialogavam as alegrias e angústias de uma carreira de 27 anos. Impossível dizer que não foi tocante ouvir uma bailarina dizer que odiava participar de certos balés, como certos períodos de “O lago dos Cisnes” de Tchaikovsky, ou que um de seus momentos mais felizes foi também tão singelo quanto correr em círculos no palco. Definitivamente a desconstrução do mito do artista provocada pelo espetáculo é genial. Pensado pelo coreógrafo francês Jeromé Bel, o único problema da peça é ser curta demais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;Mas, infelizmente, a semana já passou. No entanto, mais dança para os Campo-grandenses já que nesta quarta (22) o Ginga Companhia de Dança se apresentará com o espetáculo Cultura Bovina no palco do Sesc/Horto. É ótimo ver a vida cultural da cidade aquecer dessa forma e proporcionar ao público uma programação cheia de obras que valem a pena serem vistas vezes e vezes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-7182062329829134332?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/7182062329829134332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/04/nem-so-de-boi-vivera-o-homem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/7182062329829134332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/7182062329829134332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/04/nem-so-de-boi-vivera-o-homem.html' title='NEM SÓ DE BOI VIVERÁ O HOMEM'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-3288636813537264800</id><published>2009-04-18T14:32:00.005-04:00</published><updated>2009-04-18T14:35:42.768-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Abstracionismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rússia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wassily Kandinsky'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte Moderna'/><title type='text'>Vamos aprender russo?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SeodHdq9zPI/AAAAAAAAADM/rLFTYtF9hZ8/s1600-h/Moscow_I..JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 192px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SeodHdq9zPI/AAAAAAAAADM/rLFTYtF9hZ8/s200/Moscow_I..JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326101523380161778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Wassily Kandinsky, para quem não sabe, foi um dos expoentes do abstracionismo russo nas primeiras décadas de 1900. Suas obras são marcadas por explosões de cores e desenhos abstratos nada convencionais. Deu aula na Bauhaus, foi amigo do Mondrian e, hoje, é um dos grandes nomes da pintura do conturbado século XX. Em Brasília, está rolando uma exposição muito interessante com obras da vanguarda russa na coleção do Museu Estatal Russo de São Petesburgo. A "Virada Russa" acontece até o dia 7 de julho no Centro Cultural Banco do Brasil, depois segue rumo para o Rio e então desemboca em São Paulo, onde ficará em cartaz até 15 de novembro. Ainda espero conseguir ver essa exposição em algum canto do país, não sei exatamente como, mas não dá pra perder uma coisa dessas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-3288636813537264800?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/3288636813537264800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/04/vamos-aprender-russo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/3288636813537264800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/3288636813537264800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/04/vamos-aprender-russo.html' title='Vamos aprender russo?'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SeodHdq9zPI/AAAAAAAAADM/rLFTYtF9hZ8/s72-c/Moscow_I..JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-8232221620201205932</id><published>2009-03-25T10:05:00.005-04:00</published><updated>2009-03-25T10:51:56.954-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inferno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moptop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rua Augusta'/><title type='text'>MEDO E DELÍRIO EM SAMPA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não consegui escrever e muito menos postar meu diário à la Hunter Thompson. Mas agora estou de volta e vou contar um pouco sobre os dias na maior cidade do país. Foi uma viagem rápida, não deu pra conhecer muita coisa, mas serviu pra matar um pouco da saudade que eu estava sentindo de Sampa e as coisas que você só encontra por lá.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cheguei sexta de manhã e o plano era seguir direto pra São José dos Campos. Pedi pra uma amiga me encontrar na Barra Funda e ajudar a gente a chegar na rodoviária do Tietê. A viagem não dura nem uma hora e São José se tornou uma cidade bonita e enorme. Foi uma visita rápida pra ver meus padrinhos e só. Apaguei cedo, estava morto de cansado. Sábado era o dia de ir pra São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Após um almoço foda, filé mignon à parmegiana e arroz com limão, peguei o ônibus com direção à capital. Antes das 16h estava na cidade, um amigo me pegou por lá e fomos procurar a galeria do rock que não achamos, infelizmente ou felizmente. No caminho, vi a Catedral da Sé, puta coisa linda de se ver, com suas influências estéticas góticas. Achei engraçado que o centro de SP é cheio de putas e isso no meio da tarde.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Depois voltamos para casa e eu quis sair, dar uma volta na paulista, beber um pouco. Um barzinho em frente ao MASP nos abrigou, com cervejas e batata frita. Falei pra uma amiga nos encontrar e ela desceu numa estação perto da Augusta. Chegamos lá e descemos prum barzinho para tomar a famigerada (e incrivelmente ruim) "Maria Mole". Um drinkzinho fulero que custa R$2,90, com gosto de biotônico Fontora azedo. É uma mistura de Martini com conhaque Dreher. Imperdível!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A noite São Paulo mostrou porque é São Paulo. Na Augusta tivemos de escolher entre ver Rock Rocket na Outs, Moptop na Inferno e Mombojó no Estúdio SP. Mas antes, passamos num pub (meio irlândes) e tomamos dois "Jack The Ripper", uma mistura muito louca que assustou até o barman que preparava os drinks. Vodka, tequila, triple sec, bacardi, e tinha mais coisa, com coca e limão. Pronto. Vamos curtir a noite!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Moptop foi a escolha, pelo preço principalmente. Ainda me arrependo um pouco de não ter ido ver Mombojó, mas tudo bem. A Inferno parece um puteiro, luz neon vermelha, sofá de zebra, iluminação estranha. Entramos e estava rolando uma tal de Instiga, nunca tinha ouvido. Som massa! Já o show do Moptop... Praticamente igual ao que eu vi no Porão do Rock de 2007. Achei fraco. Fomos embora cedo porque no dia seguinte ia rolar Radiohead!!! Conto como foi o show outra hora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-8232221620201205932?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/8232221620201205932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/medo-e-delirio-em-sampa.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/8232221620201205932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/8232221620201205932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/medo-e-delirio-em-sampa.html' title='MEDO E DELÍRIO EM SAMPA'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-4558961213384966437</id><published>2009-03-19T19:23:00.004-04:00</published><updated>2009-03-25T10:51:28.686-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gonzo journalism'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Radiohead'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu'/><title type='text'>GO WITH THE FLOW</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Pois é, começa hoje a viagem! O show do ano e, provavelmente, de uma vida. Vou tentar dar uma de Hunter Thompson e atualizar esse blog (não lido) constantemente! Um abraço pros que ficam!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;we hope that you choke, that you choke...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-4558961213384966437?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/4558961213384966437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/go-with-flow.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/4558961213384966437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/4558961213384966437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/go-with-flow.html' title='GO WITH THE FLOW'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-1908037539647500286</id><published>2009-03-18T02:45:00.006-04:00</published><updated>2009-03-18T14:16:19.853-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='camera obscura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='belle and sebastian'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indie'/><title type='text'>VAMOS SER INDIES OUTRA VEZ?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/ScCetHkAleI/AAAAAAAAAC8/tTGvvY6DELY/s1600-h/cover.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/ScCetHkAleI/AAAAAAAAAC8/tTGvvY6DELY/s200/cover.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314422058258568674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Conheci &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Belle &amp;amp; Sebastian&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, a banda, há muito tempo, por causa de uma matéria na extinta (eu acho) revista da MTV. Era uma matériazinha bem porcaria falando sobre a obscuridade da banda. O nome chamou minha atenção, mas passou um tempo até que eu ouvisse algumas músicas. Não tinha computador na época e não tinha grana pra comprar cds. Enfim, baixei umas quarenta músicas e me declarei o maior fã de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Belle &amp;amp; Sebastian&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; que eu conhecia. Em seguida, eles lançaram o álbum &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Dear Catastrophe Waitress, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;que eu comprei em uma megastore em São José dos Campos, minha &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;homeland&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Ah, como eu ouvi aquele disco! E ainda me considero um dos maiores fãs deles.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Estamos as vésperas do lançamento do novo disco de outra banda tão querida quanto &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Belle &amp;amp; Sebastian&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, apesar de eu ter conhecido &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Camera Obscura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; muito tempo depois. Sempre pensei que se ser &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;indie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; significava passar os dias escutando &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Belle &amp;amp; Sebastian &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;e bandas parecidas, então, eu queria ser um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;indie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;! O fato é que toda essa enrolação é apenas pra dizer que o novo disco do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Camera Obscura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; que vazou na internet é genial e tão &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;indie &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;e obscuro quanto eles sempre foram. A voz de Tracyanne Campbell (que já namorou o Stuart Murdoch do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Belle&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;) é linda e as canções de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;My Maudlin Career &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;soam perfeitas. Ouvi inteiro pela primeira vez hoje de tarde e me senti em 2004, quando rasguei a proteção de plástico do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Dear Catastrophe Waitress&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; e o coloquei no &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;discplayer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;São 11 músicas do mais puro pop, daquele que só pode surgir nas ruas frias de Glasgow. Os versos são afiados e irônicos. Apenas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;French Navy &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;e a faixa título&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; estão disponíveis no &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/cameraobscuraband"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;myspace&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; da banda, mas o álbum completo pode ser encontrado em qualquer blog de downloads, portanto não é necessário esperar até 20 de abril. Fazia tempo que eu não me sentia tão feliz em ouvir música! Se rolar edição nacional e eu estiver ganhando bem, quem sabe, eu compro, a capa é linda e o encarte deve ser melhor ainda. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-1908037539647500286?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/1908037539647500286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/vamos-ser-indies-outra-vez.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1908037539647500286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/1908037539647500286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/vamos-ser-indies-outra-vez.html' title='VAMOS SER INDIES OUTRA VEZ?'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/ScCetHkAleI/AAAAAAAAAC8/tTGvvY6DELY/s72-c/cover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-4513817435610127046</id><published>2009-03-17T22:50:00.005-04:00</published><updated>2009-03-17T23:05:57.173-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Radiohead'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>OS CABEÇAS DE RÁDIO ESTÃO CHEGANDO!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.dosomething.org/files/radiohead.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 462px; height: 463px;" src="http://www.dosomething.org/files/radiohead.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ninguém lê esse blog e se lê,  não comenta. Mas não é isso que importa agora. O fato é que já começaram os preparativos para uma viagem louca e alucinada por terras paulistanas em busca do som de guitarra perfeito dos queridos Ed O'Brien e Jonny Greenwood. A eles se juntarão o baixo de Colin Greenwood e a bateria de Phil Selway. Todos fazendo música para o cara mais sofrido do planeta, o gênio da nossa geração Thom Yorke, cantar seus versos tortutados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Sim, estou indo para São Paulo gritar feio uma bicha louca quando o quinteto inglês pisar no palco. A preparação começou! São horas e horas de música do Radiohead diariamente, amanhã é dia de ver "Meeting people is easy", o documentário sobre a tour do albúm Ok computer e fazer todo tipo de mandinga pra que rolem as músicas fodidas e adoradas por todos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Quinta é dia de pegar a estrada e viajar alguns muitos quilômetros e curtir a garoa e todas as coisas boas que apenas Sampa pode oferecer! Boa viagem pra mim e bom show pra todos... Segunda, se eu estiver vivo, conto como foi!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-4513817435610127046?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/4513817435610127046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/os-cabecas-de-radio-estao-chegando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/4513817435610127046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/4513817435610127046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/os-cabecas-de-radio-estao-chegando.html' title='OS CABEÇAS DE RÁDIO ESTÃO CHEGANDO!'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-5927207876772266983</id><published>2009-03-17T03:06:00.003-04:00</published><updated>2009-03-17T03:12:10.800-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o leitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nazimo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stephen daldry'/><title type='text'>SEM SUÁSTICAS EM UM TEMPO PERDIDO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Sb9NNz_gTzI/AAAAAAAAACs/tDxMvKC4o9w/s1600-h/thereader_02.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Sb9NNz_gTzI/AAAAAAAAACs/tDxMvKC4o9w/s320/thereader_02.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314050985010679602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Acabo de chegar em casa após assistir o filme "O leitor", dirigido pelo inglês Stephen Daldry (As Horas) e devo dizer que me surpreendi. A história gira em torno do jovem Michael Berg, interpretado pelo estreante David Kross, e Hanna Schimtz (Kate Winslet), uma singela cobradora de trem alguns anos mais velha. Eles se conhecem durante um rápido encontro, onde Michael doente recebe seus cuidados. Após curado, o jovem volta ao apartamento de Hanna e assim se inicia o breve relacionamento entre os dois. A inexperiência e fragilidade emocial do garoto leva-o a se apaixonar pela cobradora, que permanece dura e fria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Após alguns meses, Hanna desaparece sem deixar nenhum sinal. O reencontro entre os dois se dá em um tribunal, onde Michael, estudante de direito então, assiste o julgamento de seis guardas alemãs, entre elas, sua paixão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Alternando passado e presente, a narrativa atravessa o tempo e em determinados momentos nos mostra a história de um jovem magoado e confuso, e em outros, um homem melancólico e corroído por seus segredos. Michael, então estudante, se vê dividido entre sua mágoa, sua vergonha, seu medo e suas incertezas diante do que está acontecendo com Hanna, a primeira mulher que amou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em determinado momento, Michael se divide entre visitar Hanna para discutir uma possibilidade da mulher se safar de uma condenação pesada ou deixá-la à sua própria sorte. Contudo, o que Hanna carrega sobre si não é um simples assassinato, ela carrega a culpa do povo alemão diante ao Holocausto. Michael desiste da visita e divide aqueles que assistem o filme. A desistência que pode ser marcada pelas mágoas de um jovem imaturo são substituídas pelas acusações de todo um povo contra aquela mulher.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;De pontos como esse, o roteiro de David Hare baseado no livro de Bernhard Schlink, ganha sua força. Nunca se sabe ao certo o que move Michael, se suas mágoas ou à repulsa que o povo alemão criou contra todos que participaram do nazimo. Enquanto Hanna se via como apenas uma funcionária do partido, todos no tribunal a vêem como uma assassina. O jovem rapaz se perde entre as duas possibilidades.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O filme se revela um drama psicológico em que grandes questões se misturam sem oferecer uma resposta correta. Michael passa a vida inteira guardando o segredo que poderia ter salvo a vida de Hanna e isso o tortura, dividindo o espectador. Ao mesmo tempo em que vemos Hanna como uma pobre mulher que cumpria suas ordens, o filme nos mostra como aqueles que participaram do Holocausto não eram inocentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quando o professor de Michael (interpretado por Bruno Ganz, o Hittler de "A queda) explica a diferença entre os códigos morais e as leis que regem nossa sociedade, fica clara a ambigüidade da condenação de Hanna e a incerteza do rapaz. Todas as outras mulheres que foram julgadas cometeram o mesmo crime que a cobradora, mas foi ela quem sofreu as mais pesadas consequências.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"O leitor" passeia bem as perguntas geradas pelo nazimo e as dúvidas do personagem central, que se sente culpado pelo destino de Hanna. Um filme denso e impactante, com sua narrativa clássica que não pretende ser bem digerido pelos espectadores, contudo, um filme que deve ser visto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-5927207876772266983?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/5927207876772266983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/sem-suasticas-em-um-tempo-perdido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/5927207876772266983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/5927207876772266983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/sem-suasticas-em-um-tempo-perdido.html' title='SEM SUÁSTICAS EM UM TEMPO PERDIDO'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Sb9NNz_gTzI/AAAAAAAAACs/tDxMvKC4o9w/s72-c/thereader_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-5792065395552904207</id><published>2009-03-15T04:41:00.007-04:00</published><updated>2009-03-15T04:45:27.663-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='folk'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ryan bingham'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='western'/><title type='text'>SINGING WITH THE DEVIL ON YOUR BACK</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Sby_lgo2EtI/AAAAAAAAACY/w5Eslrlyw2U/s1600-h/cover.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 175px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Sby_lgo2EtI/AAAAAAAAACY/w5Eslrlyw2U/s200/cover.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313332311527658194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Madrugada meio quente, meio fria. Mosquistos voando aos redor do monitor do pc e eu ouvindo uma coisa muito boa recém-descoberta. O nome: Ryan Bingham! Um cara três anos mais velho que eu, com voz de quem fumou cigarros sem filtro demais e que poderia estrelar qualquer western do Clint Eastwood. Na verdade, ele foi um cowboy sem glamour nenhum. Trabalhou em fazendas no Texas, participou de rodeios, comeu muita poeira por todos os cantos sujos do oeste americano, até que lançou alguns discos independentes e foi descoberto pela Lone Star Music, lançando o discão Dead Horses em 2006. E é esse disco que me faz não querer dormir. Melancólico na medida certa, é um daqueles discos que te faz querer mudar de cidade e começar sua vida outra vez. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-5792065395552904207?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/5792065395552904207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/singing-with-devil-on-your-back.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/5792065395552904207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/5792065395552904207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/singing-with-devil-on-your-back.html' title='SINGING WITH THE DEVIL ON YOUR BACK'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/Sby_lgo2EtI/AAAAAAAAACY/w5Eslrlyw2U/s72-c/cover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-663367788902720975</id><published>2009-03-14T19:30:00.002-04:00</published><updated>2009-03-14T19:48:17.371-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dave gibbons'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alan moore'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='watchmen'/><title type='text'>WHO WATCHES THE WATCHMEN?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SbxCGO7_92I/AAAAAAAAACQ/ZAMpfFjKBWw/s1600-h/watchmen_16.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SbxCGO7_92I/AAAAAAAAACQ/ZAMpfFjKBWw/s320/watchmen_16.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313194335246743394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nova York. 1985. O mundo está à beira de um colapso nuclear, os Estados Unidos venceram a guerra do Vietnã, Nixon continua no poder. Este é o pano de fundo para a história de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (2009), filme recém lançado, dirigido por Zack Znider (diretor de 300 e Madrugada dos Mortos). Apesar de se desenrolar na década de 80, a história dos Watchmen, tem início nos anos 40, quando várias pessoas comuns resolveram vestir fantasias e sair pelas ruas combatendo o crime. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O tempo passou, os primeiros heróis envelheceram, alguns enlouqueceram e outros foram mortos. Mas outros tomaram seu lugar, até que foi criada uma lei proibindo a existência dos vigilantes mascarados. A história se desenrola ao redor da investigação realizada por um dos personagens, Rorscharch, o único que ainda utiliza seu uniforme, após a morte de um dos mais antigos vigilantes, conhecido como “O comediante”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O filme é baseado na &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;graphic novel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; homônima escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons publicada entre 1986 e 1987. Devido à sua trama intrincada capaz de unir elementos de humor, política, suspense e cultura pop, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; foi aclamada por público e crítica, logo se tornando um dos mais importantes lançamentos da história dos quadrinhos. Apesar de já ter ouvindo falar muito sobre a HQ, nunca a li, portanto, não pretendo fazer comparações entre o filme e ela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Apesar de alguns problemas, como o uso excessivo de slow-motion e o pouco espaço dado aos personagens secundários como os minutemen (o primeiro grupo de heróis), &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; é um bom filme. Possuindo 163 minutos, o longa acerta na criação de uma Nova York sombria e claustrofóbica enquanto o roteiro consegue aglutinar bem a complexidade de uma história com mais de 400 páginas. Uma das minhas mais gratas surpresas foi descobrir, no dia da estréia do filme, que este recebeu censura para menores de 18 anos, o que significa que assim como a HQ, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; é uma história de super-heróis para adultos. Não apenas pela alta carga de violência, mas também pelo conteúdo e pelas questões que o filme levanta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Vale ressaltar a atuação de Jackie Earle Haley no papel de Rorscharch, um personagem ambíguo que segue um código de ética bem próprio, beirando a loucura em certos momentos, e o Dr. Manhattan, interpretado por Billy Crudup, sempre distante e melancólico com seu tom de voz suave, mostrando como o personagem não possui mais ligação com a humanidade. A trilha sonora é repleta de acertos, como a incrível abertura ao som de The time they are a-chagin do Bob Dylan. Mas algumas boas canções são utilizadas em momentos errados, como &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Hallellujah&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; de Leonard Cohen que serve de fundo para a cena mais quente do filme. Outro erro, esse imperdoável, é a regravação de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Desolation Row&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; do Bob Dylan pelo infame &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;My Chemical Romance&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;No mais, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; merece ser visto tanto por fãs de quadrinhos como por qualquer pessoa que esteja interessada em um filme de ação inteligente e cheio de cenas memoráveis. Em cartaz no Cinemark Campo Grande em vários horários.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-663367788902720975?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/663367788902720975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/who-watches-watchmen.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/663367788902720975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/663367788902720975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/who-watches-watchmen.html' title='WHO WATCHES THE WATCHMEN?'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SbxCGO7_92I/AAAAAAAAACQ/ZAMpfFjKBWw/s72-c/watchmen_16.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-620022814669942562</id><published>2009-03-09T17:39:00.002-04:00</published><updated>2009-03-09T17:42:58.499-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vaidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><title type='text'>AS AGRURAS DE UM FOTÓGRAFO MISÂNTROPO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Há 17 anos, o jornalista e sociólogo Muniz Sodré publicou um estudo sobre o poder exercido pela televisão nos indivíduos e na sociedade chamado “A máquina de Narciso”. No início do livro, o autor cita uma situação interessante, na qual um adolescente é perguntado sobre o que gostaria de ver na televisão. A resposta é categórica, o garoto responde simplesmente: “Eu”. Daí surge o nome, Máquina de Narciso. Para quem não sabe, Narciso foi um personagem mitológico grego, um herói filho de deuses que sempre foi avisado de que para ter uma vida longa, ele jamais deveria contemplar a própria imagem. Contudo, ao beber água de um rio, Narciso se vê refletido e apaixona-se por sua própria imagem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O garoto que quer se ver refletido entende o poder da televisão. Mas no século XXI, uma nova mídia substituiu esse poder mitológico representado pela televisão. E não apenas substituiu, mas democratizou-o de uma forma que a TV jamais conseguirá. A Internet com suas possibilidades infinitas de publicação e acesso, permitiu que o mundo se visse refletido e fosse visto com alcance igual ou maior que a televisão. E o que tudo isso tem a ver com as agruras de um fotógrafo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nos últimos anos, surgiram espaços dedicados a publicação de material pessoal como nunca se conheceu antes. Primeiro os blogs, então os fotologs que foram seguidos por Youtube e afins. Até mesmo sites em que podem ir ao ar vídeos pornográficos amadores surgiram. A necessidade de ser visto ganhou forma e nome, multiplicando-se como nunca. Aproveitando essa necessidade apareceram sites especializados em publicar fotos feitas em festas, shows e bares durante a noite. E é esse o motivo pelo qual esse texto está sendo escrito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nunca imaginei que esses sites fossem tão levados a sério até fazer parte de um. Uma necessidade movida simplesmente por motivos financeiros. Mas é importante aprender a rir das agruras da vida ou pelo menos tentar transformá-las em algo a nosso favor. Como não tenho idéia de como fazer, vou tentar desabafar um pouco, colocando pra fora todas as angústias que me cercam noite após noite de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Existem pessoas e pessoas nos lugares em que vou fotografar, algumas querem apenas fotos para lembrar ou “eternizar” um determinado momento. Outras, no entanto, e são essas que me fazem odiar o mundo como ele é, são movidas pelo mesmo sentimento que fez o garoto responder que gostaria de ser visto na televisão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Facilmente você descobre quem são essas pessoas, elas são avistadas de longe. Quando percebem que uma câmera se aproxima, se arrumam, mexem no cabelo, perguntam para as amigas se estão bem vestidas e, caso você não fale com elas, elas te perseguirão até conseguirem a tão almejada foto. Elas são como as fúrias que perseguiram Orpheu e representam tudo que deveria não existir na sociedade. Em outras palavras, são as pessoas idiotas, cheias de si, que acham que o mundo foi feito para elas e que passarão a vida sem abrir um livro, ou abrirão, mas vão morrer sem saber que existe mais coisa além de livros de auto-ajuda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Claro, estou escrevendo esse texto com princípios narcisísticos também. Se me julgo superior a essas pessoas, o faço simplesmente por questões efêmeras e sem qualquer valor real. Mas se eu não me considerar melhor que elas, quem será digno de tal façanha? Considerar-me superior a essas pessoas é o que me permite dormir e continue tentando ganhar algum dinheiro graças a esses impulsos vazios criados pela vontade se vir conhecido no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-620022814669942562?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/620022814669942562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/as-agruras-de-um-fotografo-misantropo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/620022814669942562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/620022814669942562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/03/as-agruras-de-um-fotografo-misantropo.html' title='AS AGRURAS DE UM FOTÓGRAFO MISÂNTROPO'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-8108528359369883116</id><published>2009-01-01T21:33:00.005-03:00</published><updated>2009-01-01T21:41:01.035-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alan pauls'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='buenos aires'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura argentina'/><title type='text'>UM OCEANO DE PALAVRAS E NENHUMA LÁGRIMA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SV1hwsvw3yI/AAAAAAAAACI/qoLYzfAvhhM/s1600-h/pranto_gde.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286489026875940642" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SV1hwsvw3yI/AAAAAAAAACI/qoLYzfAvhhM/s320/pranto_gde.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É complicado ler histórias que versam sobre determinados momentos históricos quando você tem apenas o mínimo conhecimento necessário, que se restringe a conhecer nomes e lugares, sem saber exatamente o que se passou. Felizmente, em “A história do pranto” (Cosac&amp;amp;Naify, 2008) do argentino Alan Pauls, os fatos históricos surgem dispersos e como um grande pano de fundo para uma história maior e mais profunda. O autor de “O passado”, que foi adaptado para o cinema pelo brasileiro Hector Babenco, mergulha fundo na alma de um personagem infante que não chora, apesar da grande sensibilidade e da dor que lhe infesta a alma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não conhecemos o nome de quase nenhum dos personagens, mas isso não é um problema. Narrado em terceira pessoa, apesar do uso subjetivo da linguagem, conhecemos tudo que se passa dentro do personagem principal desde um episódio que ocorreu aos seus quatro anos. Pauls trabalha com longos parágrafos e frases entrecortadas, utilizando-se principalmente de vírgulas, criando uma sensação de confusão que permanece, mesmo depois de nos acostumarmos ao estilo do autor. O tempo também é um brinquedo maleável nas mãos de Alan Pauls que abre mão de uma narrativa cronológica, ligando todos os pontos do texto através de lembranças. Como se assistíssemos a uma fita vhs, o autor avança e rebobina o filme, mostrando vários eventos que cercaram o personagem e criaram suas angústias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;São oitenta e cinco páginas de imersão total na mente do garoto criado pela mãe solteira, na casa dos avós, que encontra o pai aos fins de semana, quando é levado a alguma piscina pública de Buenos Aires. Mas de repente, separados apenas por um parágrafo, viajamos vinte anos, quando o garoto já crescido é abordado pelo oligarca torturado que, em uma das melhores cenas da novela, lhe confidência seu sofrimento. Pois assim é o personagem, quando estão próximos, os adultos se desatam a contar os mais profundos segredos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E assim o garoto que ouve, cresce. Mas sempre guardando para si, suas dores profundas e sua incapacidade de chorar. Apesar do estilo denso e complexo de Alan Pauls, que logo se transforma em um dos atrativos maiores da leitura, “A história do pranto” é uma novela para ser lida e relida, tamanho os significados a serem descobertos e as nuances do garoto que é apresentado e descrito pelo autor argentino Ricardo Piglia como um novo Bartleby, o maior dos personagens da literatura ocidental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-8108528359369883116?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/8108528359369883116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/01/um-oceano-de-palavras-e-nenhuma-lgrima.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/8108528359369883116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/8108528359369883116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2009/01/um-oceano-de-palavras-e-nenhuma-lgrima.html' title='UM OCEANO DE PALAVRAS E NENHUMA LÁGRIMA'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SV1hwsvw3yI/AAAAAAAAACI/qoLYzfAvhhM/s72-c/pranto_gde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-5517156635750464475</id><published>2008-12-25T15:08:00.000-03:00</published><updated>2008-12-25T15:16:12.572-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ahab'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moby dick'/><title type='text'>BOTES AO MAR, HOMENS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SVPNoctG59I/AAAAAAAAAB8/Qyv5wmkJv1U/s1600-h/mobydick_gde.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 288px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SVPNoctG59I/AAAAAAAAAB8/Qyv5wmkJv1U/s320/mobydick_gde.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283792882619574226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ahab, tua loucura te consumirá! Talvez um dos personagens mais instigantes da literatura americana, talvez a simples opinião de um leigo que leu poucos livros, não importa. Apesar de ter me entediado com momentos de naturalismo exacerbado ou de descrições fisiológicas da baleia, o livro me ganhou em alguns capítulos. Como por exemplo, o último capítulo antes do início da caçada, em que Ahab prevendo seu fim, em um dos poucos instantes de razão, tenta explicar suas angústias para Starbuck, o primeiro imediato no navio. O capitão pede ao imediato que permaneça no navio enquanto os botes descem à caçada, uma ponta de humanidade brilha em meio à loucura monomaníaca de Ahab.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Mais interessante, porém em alguns momentos extremamente cansativo, é o estilo utilizado por Herman Melville. Do que se nota na tradução, o autor consegue equilibrar na narrativa a animação das caçadas, a excitação dos personagens, a loucura de alguns deles e o comedimento de Starbuck. Alguns trechos são escritos de forma insana, quando pontuados, utilizam-se apenas pontos de exclamação. Em outros, o texto segue lento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Todo narrado em primeira pessoa pelo marinheiro Ishmael, quase não sabemos nada sobre ele. Os primeiros capítulos descrevem seus dias em terra, sua noite na estalagem, o dia em que conhece o ilhéu selvagem Queequeg, como ambos chegam ao navio Pequod, mas apenas nesses primeiros capítulos sabemos com detalhes dos passos de Ishmael.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A espera por Moby Dick, o monstro branco, é o que mais me prendeu ao livro. Cada detalhe que se ouve sobre o leviatã, cada informação sobre sua localização, cada história sobre a destruição que causa por onde passa, aumentam o mito que o cerca e faz com que a espera se torne mais e mais excitante. E a espera é longa, apenas nos últimos capítulos sabemos do paradeiro da baleia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-5517156635750464475?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/5517156635750464475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2008/12/botes-ao-mar-homens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/5517156635750464475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/5517156635750464475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2008/12/botes-ao-mar-homens.html' title='BOTES AO MAR, HOMENS'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SVPNoctG59I/AAAAAAAAAB8/Qyv5wmkJv1U/s72-c/mobydick_gde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-8822989094203175597</id><published>2008-12-22T15:31:00.000-03:00</published><updated>2008-12-22T15:46:55.002-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chansons'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frança'/><title type='text'>TODAS AS CANÇÕES DE AMOR</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SU_eZYJ3VpI/AAAAAAAAAB0/EPIvNyKsoqo/s1600-h/chansons2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 229px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SU_eZYJ3VpI/AAAAAAAAAB0/EPIvNyKsoqo/s320/chansons2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282685415490803346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nos primeiros momentos do filme, se tem a impressão de que a história terá como centro os dramas e conflitos criados por um triângulo amoroso, principalmente, após ver que uma das personagens lê o livro Politics do inglês Adam Thirlwell, que tem como tema o mesmo assunto. Mas basta um acontecimento para que o rumo do filme siga em outra direção. Em Chansons d’amour (2007), o protagonista Ismael é afetado pela morte de sua namorada (ou esposa, isso não fica bem claro e nem importa) Julie.  A história se desenrola ao mostrar a forma como Ismael se adapta a este novo mundo que surge a sua frente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Apesar do grande número de canções, belas por sinal, que são cantadas pelos próprios personagens, Christophe Honoré afirma que o filme não é um musical. As músicas estão ali apenas para ilustrar as angústias dos personagens que não sabem como devem se sentir em meio a confusão de sentimentos e emoções que os cercam. Não é apenas a morte de Julie que dá ritmo ao filme, mas a completa inaptidão de Ismael para lidar com tudo que acontece após a perda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Outra vez, a cidade de Paris surge como uma das personagens no filme de Honoré. Se já se percebe o prazer que o diretor tem em filmar a capital em Dans Paris, nesse filme sua paixão pela cidade se torna ainda mais explícita. Mesmo sem mostrar os grandes cartões postais da cidade, Paris é filmada de forma íntima e acolhedora, envolvendo Ismael e todos que o cercam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mesmo quando surgem temas mais polêmicos no filme, como o homossexualismo, tudo é mostrado de forma tão íntima e humana que tudo se torna apenas mais um momento da vida de Ismael. E já estamos tão enternecidos pelo personagem que é impossível condená-lo por qualquer uma de suas ações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-8822989094203175597?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/8822989094203175597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2008/12/todas-as-canes-de-amor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/8822989094203175597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/8822989094203175597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2008/12/todas-as-canes-de-amor.html' title='TODAS AS CANÇÕES DE AMOR'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SU_eZYJ3VpI/AAAAAAAAAB0/EPIvNyKsoqo/s72-c/chansons2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3571836204526090061.post-2375705273571121882</id><published>2008-12-21T16:15:00.000-03:00</published><updated>2008-12-22T15:45:16.134-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='joy division'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='control'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manchester'/><title type='text'>DON’T WALK AWAY. IN SILENCE.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SU6WX1O84eI/AAAAAAAAABY/9Yr4pBilKsQ/s1600-h/control_movie.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282324749123117538" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SU6WX1O84eI/AAAAAAAAABY/9Yr4pBilKsQ/s320/control_movie.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: 13px;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;U&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ma vida em preto e branco só poderia ser filmada em preto e branco. E talvez esse seja o motivo pelo qual o filme Control foi inteiramente filmado em tons de cinza. A já conhecida história do líder de uma das principais bandas inglesas, o Joy Division, é mostrada de forma direta e não poetizada no filme de Anton Corbijn.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sem a necessidade de propagar o mito do leadsinger da banda, o filme tenta apresentar em seus 120 minutos, os conflitos que levaram Ian Curtis a se suicidar dias antes de viajar para os Estados Unidos com sua banda. Entre os amores que o cercaram e o vazio que o corroia, Curtis é apresentado de forma confusa. Um homem que não possui controle sobre os eventos que o cercam. Assim como o personagem, interpretado por Sam Riley, afirma em determinado momento do filme, ele não possui mais controle.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O interessante do filme é se focar na pessoa de Ian Curtis, sem a necessidade de explicar tudo o que o Joy Division significou e toda a revolução musical que acontecia naquele momento. O roteiro não tenta ser explicativo e várias referências de Ian Curtis surgem de forma rápida, como o show dos Sex Pistols ou seu gosto por David Bowie. O roteiro tem sacadas muito boas como a cena em que após sofrer um ataque epiléptico em meio a um show, o empresário da banda brinca dizendo que pelo menos ele não é o vocalista da banda The Fall (a queda). No filme 24 Hours Party People, o ator Sam Riley interpretou Mark E. Smith, o vocalist da referida banda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sem apelar para os clichês e as lendas do rock, Control apresenta bem a figura do ícone do pós-punk inglês que morreu jovem como sempre acreditou que deveria ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3571836204526090061-2375705273571121882?l=kandinskyaocontrario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/feeds/2375705273571121882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2008/12/dont-walk-away-in-silence.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/2375705273571121882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3571836204526090061/posts/default/2375705273571121882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kandinskyaocontrario.blogspot.com/2008/12/dont-walk-away-in-silence.html' title='DON’T WALK AWAY. IN SILENCE.'/><author><name>thiago andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08859453689902134941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/TLDF0fSrhqI/AAAAAAAAAGQ/PgHmhp7g52s/S220/DSC03989.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ImAJlv6XK9E/SU6WX1O84eI/AAAAAAAAABY/9Yr4pBilKsQ/s72-c/control_movie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
